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<title>Folha de S.Paulo - Colunas - Clóvis Rossi</title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados.</copyright>
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<title>Folha de S.Paulo - Colunas - Clóvis Rossi</title>
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<title>A impotência das democracias</title>
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Por que o Hizbullah, o partido-milícia libanês, pode invadir a Síria, enquanto o Ocidente se limita a resmungar, como fez ontem o ministro britânico do Exterior, Wiliam Hague, para quem tal ação &amp;quot;está ameaçando crescentemente a estabilidade regional&amp;quot;?
Será que as democracias, o pior dos regimes, fora todos os outros, como diria Winston Churchill, não conseguem ser um pouco &amp;quot;menos piores&amp;quot; e pelo menos tentar superar sua impotência/inapetência para pôr fim a uma carnificina de contornos cada vez mais extraordinários?
A oposição a Bashar al-Assad já nem pede tanto: reunida em Madri, limitou-se a solicitar baterias anti-aéreas, para tentar nivelar o campo de jogo, já que o uso --de resto indiscriminado-- do poderio aéreo é que tem assegurado a sobrevida da ditadura.
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<pubDate>23 May 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Um buraco no quintal do Brasil</title>
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Tem festa hoje no quintal do Brasil: os presidentes do México, Chile, Colômbia e Peru, reunidos em Cali (Colômbia), põem carne na ossatura da Aliança do Pacífico, anunciando a eliminação das tarifas de importação de 90% dos produtos que comercializam (os 10% restantes cairão em sete anos).
Não é preciso ser PhD em Harvard para desconfiar que esse novo bloco abre um rombo no projeto prioritário da diplomacia brasileira desde o governo Itamar Franco, reforçado na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, que é o da integração sul-americana, se possível latino-americana, atraindo também o até agora arredio México.
A Aliança do Pacífico não deixa de ser integração entre os três países sul-americanos mais o México, mas ela se fará de costas para Brasília e, como o nome indica, voltada para o outro oceano que banha a América do Sul.
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<pubDate>21 May 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Se Dilma fosse japonesa</title>
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A economia brasileira cresceu 1,05% no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior. A economia do Japão cresceu 0,9%, sempre na comparação entre esses dois períodos.
Quem você imagina, então, que aparece na capa da revista &amp;quot;The Economist&amp;quot;, com direito à roupa de super-herói/heroína? Se respondeu Dilma Rousseff, errou feio. É Shinzo Abe, primeiro-ministro japonês faz quase cinco meses.
Não é só na &amp;quot;Economist&amp;quot; que a pobre Dilma perde para Abe. Na própria Folha, o crescimento japonês ganhou manchete de página no caderno &amp;quot;Mundo&amp;quot;, mas o do Brasil não mereceu idêntico privilégio no caderno &amp;quot;Mercado&amp;quot;.
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<pubDate>19 May 2013 11:53:00 -0300</pubDate>
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<title>Videla e o medo na alma</title>
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Jorge Rafael Videla, o maior símbolo da ditadura argentina do período 1976/83, morreu onde devia mesmo morrer: na cadeia.
Não é o caso de fazer um balanço do que foi esse terrível período da história argentina, prenhe, aliás, de períodos terríveis.
Só vou falar do medo, o medo tremendo que ditaduras injetam no corpo e na alma até de quem, como eu, nem argentino sou.
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<pubDate>17 May 2013 11:31:00 -0300</pubDate>
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<title>Pigmeus matam o sonho europeu</title>
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Já seria suficiente má notícia saber que os países que usam o euro entraram, no primeiro trimestre, na mais longa recessão desde o lançamento da moeda única. Mas tão grave quanto o retrocesso econômico é o desastre social, caracterizado pelas 20 milhões de pessoas desempregadas, como consequência de 23 trimestres consecutivos de aumento do desemprego.
É a comprovação estatística do que a mídia chama de &amp;quot;austericídio&amp;quot;.
Não se trata de um castigo divino aos países do sul, tidos como irresponsáveis cigarras que passaram o verão cantando enquanto a formiga Alemanha trabalhava duro para ter o que comer ao chegar o inverno.
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<pubDate>16 May 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>São árabes? Que se matem</title>
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Timothy Garton Ash, um dos mais respeitados acadêmicos do planeta, desconfiava tempos atrás, em artigo para &amp;quot;El País&amp;quot;, que a passividade do Ocidente ante o morticínio na Síria escondia, &amp;quot;no pior e mais vergonhoso dos casos, que, para os europeus, a vida de um árabe não tem tanto valor como a de um europeu&amp;quot;.
É triste ter que concordar com ele, se se estender a suspeição ao Ocidente de modo geral.
Só assim se explicariam dois anos de passividade diante de um desastre humanitário de proporções inacreditáveis.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/clovisrossi/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/2013/05/1278172-sao-arabes-que-se-matem.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (14/05/2013 - 03h00)</description>
<pubDate>14 May 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Balão de oxigênio para Maduro</title>
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Pouco antes da recente eleição venezuelana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Nicolás Maduro, então candidato, hoje presidente, &amp;quot;deveria industrializar a Venezuela e torná-la autossuficiente na produção de alimentos&amp;quot;, tarefas nas quais o Brasil deveria ajudar.
Vê-se agora que Lula ou é um profeta ou manda um bocado no governo de Dilma Rousseff: Maduro voltou a Caracas, depois de visitar Brasília na quinta, com promessas de ajuda, tanto na área de energia como de produção de alimentos, que lhe permitiram exagerar e declarar que, com apoio brasileiro, a Venezuela vai-se transformar em &amp;quot;potência exportadora de alimentos&amp;quot;.
Para um país que só exporta petróleo e importa quase todos os alimentos que consome, seria de fato &amp;quot;uma revolução agroalimentar&amp;quot;, outra expressão usada por Maduro.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/clovisrossi/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/2013/05/1277348-balao-de-oxigenio-para-maduro.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (11/05/2013 - 22h30)</description>
<pubDate>11 May 2013 22:30:00 -0300</pubDate>
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<title>Como se fabricam Azevêdos</title>
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É compreensível, mas exagerado, o ufanismo verde-amarelo nascido da escolha de Roberto de Carvalho Azevêdo para comandar a OMC (Organização Mundial do Comércio).
Azevêdo não é um produto típico do Brasil oficial, mas de uma ilha de excelência no mundo do serviço público brasileiro, o Ministério das Relações Exteriores, mais conhecido como Itamaraty.
Sua vitória, em vez de ser festejada como uma exaltação ao Brasil, deveria servir para que uma presidente preocupada com a boa gestão tratasse de ampliar para o conjunto do serviço público brasileiro o modo Itamaraty de ser.
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<pubDate>09 May 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Não é uma guerra. Ainda</title>
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Depois de o vice-ministro sírio do Exterior, Faisal Mekdad, ter declarado que os ataques de Israel a alvos na Síria eram uma &amp;quot;declaração de guerra&amp;quot;, ainda assim o chefe do Comando Norte das Forças de Defesa de Israel, major-general Yair Golan, aparecia tranquilizador diante dos jornalistas. &amp;quot;Pareço tenso?&amp;quot;, perguntou a eles, depois de afirmar que não sopram ventos de guerra na fronteira com a Síria.
O fato de a Síria não ter reagido parece dar razão à &amp;quot;nonchalance&amp;quot; do major-general Golan. Mas o imbróglio naquela região recomendaria mais cautela.
Afinal, como analisa Mitch Ginsburg, correspondente militar do sítio &amp;quot;Times of Israel&amp;quot;, seu país &amp;quot;lida com um confronto na porta ao lado (com a Síria), com outro que pode ser ativado a qualquer momento (com o Hizbollah, o grupo político-militar forte no Líbano) e um terceiro que está no horizonte, com o Irã&amp;quot;.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/clovisrossi/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/2013/05/1274438-nao-e-uma-guerra-ainda.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (07/05/2013 - 03h00)</description>
<pubDate>07 May 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Austericidas e impotentes</title>
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Enrico Letta, o novo premiê italiano, descobriu a pólvora: austeridade -e só austeridade- mata.
Pena que sua descoberta seja tardia: Letta era o segundo homem do PD (Partido Democrático), que apoiou sem muitas reservas durante 14 meses o programa de austeridade de Mario Monti, imposto pela Europa sem passar pelo crivo da eleição, e que de fato &amp;quot;matou&amp;quot; uma Itália já levada à UTI pelas políticas de Silvio Berlusconi, o antecessor de Monti.
Detalhe nada menor: Letta, Berlusconi e Monti uniram-se de novo agora para inventar o governo do primeiro. Alguma surpresa com o fato de que os italianos tenham transformado um grupo antiestablishment (o Movimento 5 Estrelas) no partido mais votado, isoladamente, no pleito de fevereiro?
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<pubDate>05 May 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Não há &quot;coitadinhos&quot;, há criminosos</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/clovisrossi/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/2013/05/1272810-nao-ha-coitadinhos-ha-criminosos.shtml</link>
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Entre 2004 e 2009, o número de brasileiros que ganham 1 salário mínimo ou mais passou de 51,3 milhões para 77,9 milhões. Ou, em porcentagem: os que superaram a barreira da pobreza, se fixada em 1 mínimo, passaram no período de 29% para 42%.
São dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no mais abrangente estudo que conheço a respeito do tema.
Se fosse verdadeira a teoria (na qual eu próprio acreditei durante muitíssimo tempo) de que a pobreza é a grande responsável pela criminalidade obscena que existe no Brasil, a violência teria forçosamente diminuído no período.
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<pubDate>03 May 2013 14:28:00 -0300</pubDate>
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<title>Não basta fechar Guantánamo</title>
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<description>
O presidente Barack Obama usou os piores argumentos para reiterar sua proposta de fechar o campo de prisioneiros de Guantánamo.
Os argumentos: &amp;quot;Guantánamo é cara e ineficaz&amp;quot;; prejudica a imagem internacional dos Estados Unidos; reduz a disposição de aliados a cooperar nos esforços contra o terrorismo; além de se ter transformado em plataforma de recrutamento de extremistas.
Tudo isso não deixa de ser verdade, mas não é o fulcro da história. Só no fim de sua peroração é que Obama foi ao ponto, ao dizer: &amp;quot;A ideia de que manteremos [presos] indefinidamente indivíduos que não foram julgados é contrária ao que somos como país&amp;quot;.
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<pubDate>02 May 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Os juros, a dívida e os búzios</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/clovisrossi/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/1270942-os-juros-a-divida-e-os-buzios.shtml</link>
<description>
Em maio de 2003, resumi, na página A2 desta &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt;, um alentado estudo publicado pelo Fundo Monetário Internacional em 1999, que desmontava a sabedoria convencional que diz que aumentar os juros derruba a inflação e vice-versa.
O leitor e pesquisador Jacques Dezelin mergulhou em 1.323 casos de 119 países e verificou que, na maioria absoluta dos casos, a inflação caiu, tenha o respectivo Banco Central aumentado, diminuído ou mantido a taxa de juros.
A maior porcentagem de êxito (ou seja, de casos em que a inflação caiu) se deu justamente quando o BC reduziu os juros. Nesse caso, a porcentagem de sucesso foi a 62,18% dos 476 casos examinados, contra 50,75% dos 398 casos em que a inflação caiu quando a taxa de juros aumentou.
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<pubDate>30 Apr 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Brasil, colônia da China</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/clovisrossi/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/1270089-brasil-colonia-da-china.shtml</link>
<description>
Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade Columbia e professor do Ibmec, fez a seguinte comparação em artigo recente: &amp;quot;O comércio com a China aumentou dez vezes na última década.
Mas tal expansão foi impulsionada principalmente pelo crescimento dramático da China e seu resultante apetite voraz por commodities minerais e agrícolas em que o Brasil tem vantagens comparativas.
O resultado? Uma tonelada de exportações brasileiras para a China vale cerca de US$ 200. Uma tonelada de exportações chinesas para o Brasil vale mais do que US$ 2 mil. Isso dificilmente poderia ser chamado de parceria&amp;quot;.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/clovisrossi/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/1270089-brasil-colonia-da-china.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (28/04/2013 - 02h00)</description>
<pubDate>28 Apr 2013 02:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Dilma quer Maduro &quot;paz e amor&quot;</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/clovisrossi/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/1268355-dilma-quer-maduro-paz-e-amor.shtml</link>
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A presidente Dilma Rousseff ponderou a seu colega venezuelano Nicolás Maduro que seria altamente conveniente estabelecer um diálogo com setores da oposição e do empresariado, ante a evidência de que o país está dividido praticamente ao meio. A observação foi feita durante a cúpula extraordinária da Unasul, na semana passada, em Lima.
Dilma mencionou também que um primeiro passo para a aproximação com setores oposicionistas seria aceitar a auditoria de 100% dos votos emitidos no papel, conforme pedia a oposição àquela altura. O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, também defendeu a recontagem. A Justiça Eleitoral venezuelana acabou por aceitá-la no mesmo dia.
A diplomacia brasileira faz questão de deixar claro que não houve resistência de Maduro à sugestão de recontar os votos. Nem de Maduro nem do outro presidente bolivariano presente à cúpula, o boliviano Evo Morales. A ressalva visa evitar a suposição de que a recontagem foi aceita por pressão da presidente brasileira.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/clovisrossi/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/clovisrossi/1268355-dilma-quer-maduro-paz-e-amor.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (25/04/2013 - 03h00)</description>
<pubDate>25 Apr 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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