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<title>Folha de S.Paulo - Colunas - Nina Horta</title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados.</copyright>
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<webMaster>webmaster@grupofolha.com.br (Webmaster Folha de S.Paulo)</webMaster>

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<title>Folha de S.Paulo - Colunas - Nina Horta</title>
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<title>Vai passar</title>
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A nossa alegria atravessou o mar e ancorou na passarela. E os antigos foliões que queriam romantismo, alegria e candura, e muita bunda bonita, ai, mulata, cor de canela, salve, salve, receberam de volta a simples narração de uma história sem graça, repetitiva.
Os novos repórteres que nem conheceram os antigos Carnavais acham que narrativa da avenida deve ser feita por uma série de sobressaltos que nos acordem da passividade e que nos deixem à beira de um ataque de nervos.
Começam com a alegoria que empaca no primeiro portão e que, irremovível, vai tirar pontos da escola e impedir o Carnaval inteiro.
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<pubDate>12 Feb 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Desafios de um bufê</title>
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Em matéria de encomendas, num bufê, vocês, cozinheiros estudantes, que ainda estão escolhendo o que fazer, todo cuidado é pouco!
Nem pensem que vão poder se dedicar a cozinhar aquilo de que mais gostam e que querem fazer, como num restaurante de autor.
O telefone toca:&lt;br/&gt;
&amp;quot;Quero uma festa coreana&amp;quot;. Quer? Beeem... Mas quando o pedido é esse, ok. Vai ficando difícil à medida que surgem combinações. Nos cem anos do Japão-Brasil, tínhamos que misturar as duas culturas, como o Nobu mistura a japonesa com a peruana.
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<pubDate>19 Sep 2012 05:44:00 -0300</pubDate>
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<title>Sobre dadinhos e uniformes</title>
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Recebo um e-mail do leitor Donizete, ele poeta, e dos bons:
&amp;quot;Querida, sua crônica hoje merece um dadinho Dizioli IV Centenário. Aquele com amendoim. Fui fã das garrafinhas de chocolate com licor.
Uma vez fui ver TV no vizinho (ainda não tínhamos em casa) e, muito miserável, escondi minhas garrafinhas no bolso. Graças ao meu desajeito, elas quebraram e fui embora com o bolso melecado de licor e chocolate.
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<pubDate>12 Sep 2012 03:42:00 -0300</pubDate>
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<title>Imagens, cheiros, sensações</title>
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Vivo num mato sem cachorro com essa coluna. Os leitores se dividem entre os que gostam de reminiscências e os que gostam de modernices.
É muito mais fácil escrever sobre o que já passou, o que já está escrito, o que se foi com todos os seus pontos e vírgulas. E o reles passado faz parte da experiência comum, conversamos sobre ele a toda hora, discursamos o nosso passado ao receber o Nobel ou ao encontrar a irmã que se mudou para a China. Lembra? Lembra? Lembra?
Os jovens dizem que se aborrecem com os velhos e suas histórias que mais parecem exercícios terapêuticos repetidos para reinterpretar o passado. Alzheimer à vista!
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<pubDate>05 Sep 2012 06:28:00 -0300</pubDate>
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<title>Brasileira da gema</title>
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Numa das primeiras vezes que escrevi sobre a Mari Hirata, eu estava encantada com um prato que ela trouxe para nós, a pura simplicidade. Imitava os ovos das termas que ela visitara quando criança.
Enquanto os pequenos brincavam, as mães punham os ovos nas águas e, na hora do lanche ou do almoço, comiam o ovo perfeito, tão na moda hoje. Ela ainda colocou num prato preto, com aspargos frescos. Era uma imagem espetacular.
Eu me lembrava vagamente do nome desses balneários. Perguntei para o meu mais recente amigo sabe-tudo e ele nem precisou de internet, só do chuveiro num eureca sem banheira. Onsen, eu não iria lembrar jamais, obrigada, Luiz Paulo.
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<pubDate>29 Aug 2012 03:45:00 -0300</pubDate>
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<title>Uniformes e insígnias</title>
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Deus, há tanta coisa que nunca se viu nesse mundo! Digo, nunca se estudou. Quero falar de uniformes e vou direto à Amazon. Não tem o que eu quero, quase só livros de uniformes militares.
Compro, então, pelo Kindle um livro caríssimo sobre bufês em geral (vocês já repararam que alguns deles são caros?) e é péssimo, não fala de uniformes.
Claro que num dia só não se consegue chegar ao âmago de um assunto, mas já fiquei com vontade de colecionar mais bótons, não sei como se chamam, insígnias?
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<pubDate>22 Aug 2012 03:48:00 -0300</pubDate>
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<title>Memória de sabores</title>
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Tem gente que quer saber como comecei a gostar de cozinha. E respondo que foi quando me casei e não sabia cozinhar. Mas, será? Assim, de repente? Acho que deve ter sido o resultado de um longo tempo, passo a passo.
Lembro dos pitos que levei, e talvez de uma palmada, por ter comido as cerejas em compota da cesta do Natal antes do Natal. Das balas de goma que comprei no boteco do seu Salvador, que paguei uma por uma e que ele, assim mesmo, cobrou de novo na caderneta.
Não me lembro de espaços, tempo, casas, lugares, cadeiras, mesas. Mas de comida...
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/ninahorta/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ninahorta/1137378-memoria-de-sabores.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (15/08/2012 - 06h07)</description>
<pubDate>15 Aug 2012 06:07:00 -0300</pubDate>
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<title>Todos em volta do frango</title>
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Fazia tempo que não tinha dia do leitor. Hoje tem. Quando você pensa que vai emocionar com teses sobre a civilização, a cultura, o consumo, o leitor se entusiasma mesmo é com a galinha. A leitora ficou pensativa a respeito da &amp;quot;partição da galinha&amp;quot; entre os membros de uma família.
&amp;quot;Imagino que oferecer a coxa ao pai tinha, inicialmente, o objetivo de fornecer mais calorias a quem despendia mais energia do ponto de vista físico, isto é, quando os pais eram trabalhadores braçais.&amp;quot; E que agora a coxa é oferecida aos pais por causa do respeito burguês.
O que me leva a outro leitor, que não gosta de aparecer, ainda mais quando edito barbaramente seu texto para caber aqui. Ah, mas tem um blog bem público e bem bom. Bom demais: &lt;a href=&quot;http://ebocalivre.blogspot.com.br/&quot;&gt;ebocalivre.blogspot.com&lt;/a&gt;.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/ninahorta/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ninahorta/1133337-todos-em-volta-do-frango.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (08/08/2012 - 03h45)</description>
<pubDate>08 Aug 2012 03:45:00 -0300</pubDate>
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<title>Uma tradição de Hong Kong</title>
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Nem gosto muito de histórias de comida, sempre acho tudo muito, muito antigo, meio mentira, mas, vamos lá. Estamos na fase chinesa, leitores, lembrem-se.
Nos Novos Territórios de Hong Kong, principalmente nos rurais, há grupos que comem da mesma comida, uma tradição própria de que se orgulham. Uma delas é servir o poonchoi para celebrar casamentos, nascimentos, festas religiosas.
E o que é o poonchoi? Uma refeição em que não há necessidade de mesa, nem de cadeiras, nem de pratos. As pessoas ficam de cócoras à volta de uma bacia de comida posta no chão e comem ali mesmo com seus hashis.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/ninahorta/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ninahorta/1129376-uma-tradicao-de-hong-kong.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (01/08/2012 - 06h15)</description>
<pubDate>01 Aug 2012 06:15:00 -0300</pubDate>
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<title>Você gosta mais de arroz ou feijão?</title>
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Vamos parar de pensar demais. Cozinha tem isso de bom. Um dia se teoriza, &amp;quot;antropologiza&amp;quot;, &amp;quot;sociologiza&amp;quot;, copia, critica. No outro, você se esquece de tudo, menos da comida em si, sem reflexão mesmo.
De vez em quando me pergunto se a identidade, feita de gênero, classe, etnia, religião e política não é construída dentro da esfera da comida.
Sabe aquilo de servir o pai primeiro com a coxa da galinha e a mãe por último com a asa? E se a mãe começa a ganhar mais do que o pai? Passa a comer a coxa e o pai, a asa? Hum.... Com o tempo, acho que sim.
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<pubDate>25 Jul 2012 04:02:00 -0300</pubDate>
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<title>No mundo dos comedores ansiosos</title>
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Na última crônica comentamos alguns trechos do livro &amp;quot;Food Media - Chefs-Celebridade e a Interferência diária&amp;quot;. De Signe Rousseau. Mas uma pequena crônica não pode esgotar um assunto tão importante como a relação entre mídia e comida.
O estranho é não nos darmos conta do fenômeno. Ou não estranharmos o que está acontecendo. Veio devagarzinho e, quando vimos, havia tomado conta de nossas vidas.
Na segunda-feira - dia 9 - o programa &amp;quot;Roda Viva&amp;quot; entrevistava um cientista sobre os perigos da comida. Se o homem não fosse muito equilibrado, teria saído correndo da cadeira giratória antes que fosse acusado de &amp;quot;serial killer&amp;quot;.
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<pubDate>18 Jul 2012 06:48:00 -0300</pubDate>
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<title>Quando a comida vira fetiche</title>
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O livro que eu encomendei é &amp;quot;Food Media - Chefs-celebridades e a Interferência Diária&amp;quot;, de Signe Rousseau.
Logo no começo havia uma pergunta do Anthony Bourdain. &amp;quot;Uma profissão (a de cozinheiro), que sempre atraiu desajustados através da história... As pessoas que não podiam, ou não queriam se alinhar no mundo, acabavam sendo bem-vindos nos restaurantes...
E nós que entrávamos nesse ofício era por não sabermos nos comunicar bem, por termos hábitos desagradáveis, por não conseguirmos uma convivência ideal com o outro... O que aconteceu que, de repente, todos temos um programa de comida na TV?&amp;quot;
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<pubDate>11 Jul 2012 08:00:00 -0300</pubDate>
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<title>As receitas de Carmencita</title>
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Minha Carmencita, &amp;quot;poil de carotte&amp;quot;, cabelos de fogo. As memórias começam lá longe, uma foto pequena, em Itatiaia, nós duas sentadas numa ponte, de uniforme de bandeirante, debaixo de uma primavera incrivelmente florida.
Quase inacreditável termos sido tão inocentes. E vida afora ela costurou essa amizade generosa, espírito prático de quatrocentona. Costureira da vida social, sabia e comemorava nascimentos, mortes, casamentos, divórcios, para que tudo se enroscasse num desenho maior, inteligível. Para ela, pelo menos.
Das últimas vezes que a vi estava se aproximando da morte alheia com uma naturalidade que mostrava sua imensa sabedoria. Adorava viver, mas entendia que morrer é a consequência óbvia e frequentava velórios numa boa, consolando os amigos, desde sempre.
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<pubDate>04 Jul 2012 03:30:00 -0300</pubDate>
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<title>A vocação de Andoni Luis</title>
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Já o vi várias vezes, já o entrevistei, comi da comida dele. Andoni Luis Aduriz, do restaurante Mugaritz, fez por aqui mais do que uma só visita, cozinhando muito bem. Da primeira vez era ainda magrelo, hoje um rapagão seguro, aquele que pega um tomate maduro e fica &amp;quot;pensando&amp;quot; o tomate.
Pensa na casca, na polpa, na semente, o caldo cru, cozido, o cheiro quando pisado na horta, a folha, a cor, desde o verde até o vermelho, e, enquanto o tomate não pisca para ele, não dá por encerrada sua meditação. E daí parte para a salsinha.
Adoro seu bacalhau cozido no azeite, fogo baixo, nada se desmancha, o gosto do peixe é inteiro. E para terem uma ideia melhor de quem é ele, está classificado em terceiro lugar na lista da revista britânica &amp;quot;Restaurant&amp;quot;, onde o nosso Alex Atala está em quarto. E seu carro-chefe no menu é um filé de pescada com batatas.
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<pubDate>27 Jun 2012 03:30:00 -0300</pubDate>
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<title>A secretária do imaginário</title>
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No imaginário dos patrões há sempre uma secretária que sabe ler, escrever e falar ao telefone. Jovem e de barriga da perna dura para subir e descer escadas. Que entende as frases desconexas que emitimos quando queremos alguma coisa da qual esquecemos o nome.
Uma vez recebemos uma meninota simpática, de &amp;quot;Vogue&amp;quot; embaixo do braço, bilíngue. Inglês e francês.
Assinantes da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e do UOL podem acessar a &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/fsp/comida/49798-a-secretaria-do-imaginario.shtml&quot;&gt;íntegra da coluna aqui&lt;/a&gt;
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/ninahorta/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ninahorta/1107109-a-secretaria-do-imaginario.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (20/06/2012 - 03h13)</description>
<pubDate>20 Jun 2012 03:13:00 -0300</pubDate>
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