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<title>Folha de S.Paulo - Colunas - Rodolfo Landim</title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados.</copyright>
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<webMaster>webmaster@grupofolha.com.br (Webmaster Folha de S.Paulo)</webMaster>

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<title>Folha de S.Paulo - Colunas - Rodolfo Landim</title>
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<title>Idas e vindas</title>
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O setor elétrico brasileiro vem passando desde o seu início, ainda no período do Império, por inúmeras transformações que tiveram como causas as mudanças do cenário político e econômico do Brasil.
A atuação no setor passou inicialmente de pequenos empreendimentos privados para grupos maiores até a chegada ao país de corporações de capital estrangeiro, no início do século passado.
Esse capital passou a dominar a geração de energia até a década de 1930. A partir daí, o setor elétrico passou por um período de forte estatização que durou várias décadas.
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<pubDate>10 May 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Sinal amarelo</title>
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Na década passada, vivemos no Brasil um período dourado depois de algumas décadas em que passamos por grandes dificuldades e vimos o país perder importância no cenário internacional.
Com as instituições democráticas restauradas, as contas públicas em dia e uma ambiência mundial extremamente favorável, fomos incluídos entre os Brics, países com grandes mercados e que seriam as grandes promessas de crescimento em um mundo cuja economia parecia que iria permanecer em franca expansão por muitos anos.
Contribuiu também a escassez de boas opções de investimento no exterior, o que permitiu a atração de capital a custos historicamente muito baixos.
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<pubDate>26 Apr 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Bem-vindos</title>
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Depois de três anos e meio de espera, tudo leva a crer que teremos motivos de sobra para comemoração a partir de maio deste ano. Por diversas vezes anunciados e depois adiados, os leilões de áreas para a exploração de petróleo parecem ter voltado, agora buscando recuperar o tempo e o terreno perdidos.
São diversas as iniciativas. A primeira está relacionada à 11ª Rodada de Licitações, prevista para os dias 14 e 15 de maio, com blocos oferecidos por meio de contratos de concessão.
Inicialmente com previsão para ter 174 blocos ofertados envolvendo áreas em bacias terrestres e principalmente em bacias marítimas da margem equatorial brasileira, o leilão teve recentemente seu escopo ampliado para a inclusão de blocos da foz do Amazonas e das bacias de Pernambuco-Paraíba, Tucano e Espírito Santo-mar.
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<pubDate>15 Mar 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Os papéis da Petrobras</title>
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Um assunto constantemente debatido é o nível aceitável de influência do Estado na administração de empresas estatais, em especial na Petrobras. As opiniões variam de um polo ao outro, exemplos dos mais distintos são apresentados na defesa ou no ataque às decisões tomadas e comparações são feitas ao desempenho de companhias privadas atuando no mesmo setor.
No entanto, uma análise histórica das mudanças que influenciaram os rumos da companhia pode nos ajudar a contextualizar e entender o real papel que a socieda-&lt;br/&gt;
de lhe destinou.
A primeira descoberta de petróleo no Brasil só ocorreu em 1939, na Bahia. A ela se seguiram anos mais tarde movimentos da sociedade na luta pelo monopólio do Estado para exploração e produção de petróleo, ocorridos em meados do século passado, que culminaram com a criação da Petrobras.
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<pubDate>01 Mar 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Encomenda difícil</title>
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O Congresso Nacional passou nos últimos anos por um longo debate relativo ao novo marco regulatório para o setor petrolífero, aplicável não só para as áreas do pré-sal ainda não contratadas sob o regime de concessão como para todas aquelas que venham a ser consideradas estratégicas.
O objetivo era certamente o de defender os interesses nacionais e buscar maximizar os benefícios que essa extraordinária riqueza poderá trazer para a nação.
Recentemente tivemos o anúncio de que a 11ª Rodada de Licitações será realizada em maio, algo que já era esperado havia quatro anos e que veio ao encontro da expectativa e desejo de todos.
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<pubDate>15 Feb 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Percepções por vezes enganosas</title>
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Um tema que sempre nos desafia é descobrir para onde caminha a humanidade, avaliar as principais tendências e tentar projetar o futuro. Mas isso não é tarefa fácil nem tampouco segura, até porque a análise pode embutir premissas nem sempre óbvias e por vezes enganosas.
Para começar, pensemos na presença do homem na terra nos últimos 12 mil anos. De 10 mil a.C. até o ano 1800 da era cristã, a expectativa de vida no nosso planeta ficou estável e próxima a apenas 25 anos de idade.
Esse fator foi certamente o maior limitador não só do crescimento da população como de geração de riqueza. Nos últimos 200 anos, esse tempo médio de vida subiu gradualmente para 65 anos graças à urbanização e aos avanços da medicina, permitindo que a população mundial saísse de 1 bilhão para os cerca de 7 bilhões de habitantes de hoje.
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<pubDate>01 Feb 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Energia em questão</title>
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O ano de 2013 chegou, o mundo não acabou, o temido abismo fiscal americano foi ao menos adiado por alguns meses e o noticiário colocou em voga uma nova grande catástrofe por acontecer, o racionamento de energia elétrica no país.
Em pouco tempo, começamos a receber uma enxurrada de dados estatísticos, opiniões de todos os tipos e feitios as quais no mínimo devem deixar o cidadão comum apreensivo e receoso quanto à seriedade e o profissionalismo com que esse importantíssimo tema vem sendo tratado.
O parque de geração brasileiro foi construído em sua grande maioria a partir de investimentos realizados por companhias estatais. Contudo, antes da virada do século, ocorreram claras dificuldades de manutenção daquele modelo e a crise de abastecimento ocorrida no Brasil em 2001 acabou chegando em meio a um processo de mudanças estruturais no setor elétrico.
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<pubDate>18 Jan 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Problemas a resolver</title>
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O mercado de empresas que atuam na cadeia de suprimento do setor de óleo e gás no Brasil vem sofrendo alguns ajustes nos últimos meses, desde que a Petrobras anunciou modificações no seu plano de investimentos de forma a torná-lo mais realista, adequando-o à capacidade de execução da companhia.
Muito foco tem sido dado às dificuldades financeiras para que seja mantido o elevado nível de investimentos na companhia, mas a realidade é que existem outros gigantescos desafios a serem vencidos, como fazer com que todos os recursos físicos críticos à implantação dos projetos da área de exploração e produção (E&amp;amp;P) estejam disponíveis a tempo e hora de forma que a produção dos novos projetos não seja atrasada pela falta de algum item essencial.
E, entre eles, as plataformas flutuantes de perfuração, equipamentos fundamentais à exploração e ao desenvolvimento de campos de petróleo em águas profundas, merecem um destaque especial.
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<pubDate>21 Dec 2012 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Gestão profissional, sempre</title>
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Ao longo de minha vida, tive a felicidade de poder participar de algumas experiências inesquecíveis nas quais, depois de muito planejamento, trabalho árduo e conhecimento aplicado, o objetivo foi alcançado.
Porém, apesar de nem sempre tão visíveis, é importante destacar que outros fatores críticos de sucesso sempre estiveram presentes e provavelmente tenham sido os mais determinantes: a clara visão inicial de onde e como se queria chegar ao objetivo, a atuação harmônica em equipe e a conquista mais do que da razão, do coração dos envolvidos. E tudo em um ambiente de gestão profissional e com mecanismos de incentivo corretos.
O que os jornais anunciaram no início desta semana foi exatamente o coroamento da primeira etapa de uma história de sucesso que se desenha, baseada nos mesmos princípios, mostrando também o quão mobilizadora pode ser a busca de um ideal coletivo.
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<pubDate>07 Dec 2012 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Vetar ou suspender</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/rodolfolandim/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/rodolfolandim/1189874-vetar-ou-suspender.shtml</link>
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Na próxima segunda-feira, dia 26, as atenções do país estarão novamente voltadas para o Rio de Janeiro. Dessa vez, o motivo será a grande mobilização popular que promete levar às ruas centenas de milhares de cariocas e fluminenses em protesto contra aquela que é vista localmente por muitos como a maior ação antirrepublicana de nossa história recente.
A questão dos royalties do petróleo é muito sensível aos cidadãos do Rio, e, para entender o sentimento de indignação e injustiça que hoje os toma, é necessário conhecer um pouco do histórico e do contexto global em que ela se insere.
Durante vários anos, mesmo com a crescente produção nacional de petróleo na plataforma continental brasileira, notadamente na bacia de Campos, os royalties eram apenas recolhidos sobre a produção terrestre. Isso deixava o Estado e seus municípios sem recursos para suportar o grande aumento dos custos dos serviços públicos e para a realização das obras de infraestrutura necessárias decorrentes dos fluxos migratórios para os municípios do norte e nordeste fluminense.
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<pubDate>23 Nov 2012 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Política, economia e energia</title>
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As eleições americanas terminaram e Obama foi eleito para mais quatro anos de governo. Ao analisarmos o conteúdo dos programas e as posições políticas em relação aos principais temas debatidos no período eleitoral, vemos que existiram muito mais convergências do que divergências na essência do que se propunha fazer. Mas algumas diferenças merecem ser ressaltadas.
De uma forma geral, como é normal na tradição dos candidatos do Partido Democrata, Obama mostrou-se mais comprometido com medidas que levarão a maiores gastos do governo na área social.
Já Romney pregava a necessidade de administrar o país como se fosse uma grande corporação, cortando despesas e reduzindo o papel do Estado como supridor de benefícios.
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<pubDate>09 Nov 2012 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Energia mais barata</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/rodolfolandim/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/rodolfolandim/1175317-energia-mais-barata.shtml</link>
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Há pouco mais de um mês, tivemos o anúncio de que ocorrerá um corte significativo nas tarifas de energia elétrica. As medidas anunciadas pelo governo incluem a redução de tarifas de antigas geradoras com investimentos majoritariamente amortizados, a redução de tributos e de encargos setoriais.
Envolvem as concessões de geração, transmissão e distribuição e produzirão uma potencial redução de 16,2% na tarifa para as residências e de 28% para a indústria.
Para que isso seja possível, o governo permitirá a renovação por mais 30 anos de concessões ligadas ao setor, sendo que no caso de termelétricas o período ficará limitado a 20 anos. Mas, para ter direito a essa prorrogação, a empresa concessionária de energia termoelétrica deverá requerê-la com antecedência mínima de dois anos do termo final do respectivo contrato de concessão. Para as demais concessionárias de energia, o prazo estabelecido foi de cinco anos.
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<pubDate>26 Oct 2012 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Oportunidade ameaçada</title>
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O gás natural vem sendo apontado como a fonte de uma potencial revolução energética no mundo em razão do enorme aumento de sua oferta com a consequente queda de preço ocorrida nos Estados Unidos nos últimos anos.
Isso se deveu ao aproveitamento das chamadas jazidas de gás não convencional por meio da aplicação de novas tecnologias que aumentam muito a produtividade dos poços em áreas até então consideradas subcomerciais.
A adoção de práticas semelhantes àquelas hoje desenvolvidas nos Estados Unidos em situações geologicamente análogas já vem sendo testada com sucesso em outros países, reforçando as perspectivas positivas de que grandes mercados como o europeu e o asiático também possam experimentar significativas reduções no preço do gás, incentivando o seu consumo.
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<pubDate>12 Oct 2012 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Notícias boas, mas nem tanto</title>
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Os principais indicadores econômicos brasileiros divulgados nas últimas semanas nos dão a expectativa de que deveremos ter tempos melhores nos próximos meses.
Porém, a sustentação de taxas de crescimento em níveis razoáveis para um país como o Brasil ao longo dos próximos anos somente virá com pesados investimentos, desafio que enfrenta alguns obstáculos que parecem muito difíceis de serem vencidos.
Há algumas semanas assistimos ao anúncio de medidas de estímulo à economia envolvendo a implantação e a modernização da malha logística brasileira.
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<pubDate>28 Sep 2012 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Somos a favor de investimentos?</title>
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O governo federal deu um passo extremamente acertado ao lançar o programa de expansão dos investimentos em logística, mobilizando o setor privado por meio de concessões. No entanto, para que o plano evolua bem, é preciso enfrentar uma agenda de &amp;quot;remoção de entraves&amp;quot;.
Os projetos anunciados têm a qualidade de ter sustentação econômica própria, alguns desde o início, no caso das rodovias, e outros a médio prazo, como nas ferrovias. Mas existem obstáculos pouco aparentes que merecem ser enfrentados: os excessos de burocracia.
A sociedade brasileira avançou muito em termos de controle dos investimentos públicos e privados em infraestrutura. Como em todas as democracias, há controles visando à correção dos processos de contratação, aos impactos sociais, aos impactos ambientais, às exigências de conformidade tributária e trabalhista etc.
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<pubDate>14 Sep 2012 03:30:00 -0300</pubDate>
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