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<title>Folha de S.Paulo - Colunas - Valdo Cruz           </title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>Copyright Folha de S.Paulo. Todos os direitos reservados.</copyright>
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<webMaster>webmaster@grupofolha.com.br (Webmaster Folha de S.Paulo)</webMaster>

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<title>Folha de S.Paulo - Colunas - Valdo Cruz           </title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
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<title>Riscos da vitória</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/2013/05/1281455-riscos-da-vitoria.shtml</link>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA&lt;/b&gt; - Na base do sufoco, o governo Dilma demonstrou força e ganhou a batalha da votação da MP dos Portos. Agora, terá de administrar os riscos gerados pela vitória.
O primeiro deles reside dentro do próprio Palácio do Planalto. Há uma tentação de usar a vitória para sancionar um modelo de articulação política que mostrou falhas durante boa parte do processo.
O governo avalia, por exemplo, que o resultado fragilizou a visão de que o PMDB é imprescindível para suas disputas na Câmara. Em várias votações da MP, o partido ficou contra o Planalto, mas perdeu.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/2013/05/1281455-riscos-da-vitoria.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (20/05/2013 - 03h30)</description>
<pubDate>20 May 2013 03:30:00 -0300</pubDate>
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<title>Duelo</title>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA -&lt;/b&gt; O governo Dilma começou o dia celebrando, reservadamente, a derrota do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, na votação da MP dos portos. Terminou pedindo ajuda daquele que havia derrotado na tentativa de destravar a votação da medida.
A própria presidente havia festejado o infortúnio do pretenso aliado, que fracassou em sua tentativa de alterar a MP do governo. O que, na avaliação palaciana, mostrou que o &amp;quot;temido&amp;quot; Eduardo Cunha pode ser &amp;quot;enfrentado e derrotado&amp;quot;.
O estado de espírito da presidente Dilma indica como havia uma disputa paralela entre os dois, que não se bicam desde o governo Lula, na apreciação da proposta que busca modernizar os portos brasileiros.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/2013/05/1279390-duelo.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (16/05/2013 - 03h30)</description>
<pubDate>16 May 2013 03:30:00 -0300</pubDate>
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<title>Visão míope</title>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA -&lt;/b&gt; A cúpula do governo Dilma tem uma visão míope sobre a batalha da MP dos Portos. Credita, corretamente, a responsabilidade pela confusão no Congresso a um conflito de interesses empresariais, mas rejeita, equivocadamente, críticas de que sua articulação política esteja falhando no processo.
De fato, a medida provisória que abre o setor de portos gerou uma guerra comercial. Empresários com concessões em portos públicos operam para travar a aprovação da MP. Contam com o apoio de deputados na tarefa de afundar a proposta.
Dentro do governo, comenta-se que essa é uma parceria para render frutos nas eleições. Congressistas estariam trabalhando a favor de empresários contrários à MP com a promessa de financiamento eleitoral.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/2013/05/1277476-visao-miope.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (13/05/2013 - 03h00)</description>
<pubDate>13 May 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Vitória do atraso</title>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA -&lt;/b&gt; Mais uma vez, o Brasil deve perder uma oportunidade para modernizar regras, práticas e procedimentos arcaicos que tanto travam nosso caminho na direção de, quem sabe um dia, nos transformarmos num país desenvolvido.
A despeito dos esforços do governo Dilma, o destino das reformas do ICMS e dos portos brasileiros, vitais para tornar nossa economia mais competitiva interna e externamente, está praticamente sacramentado: naufragar no Congresso.
O atual modelo de ICMS gera guerra fiscal entre Estados, onera investimentos e encarece exportações. Nosso sistema portuário é caótico e precário, está na lanterna mundial em qualidade de infraestrutura e ocupa os primeiros lugares no quesito custo elevado de embarcação.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/2013/05/1275605-vitoria-do-atraso.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (09/05/2013 - 03h30)</description>
<pubDate>09 May 2013 03:30:00 -0300</pubDate>
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<title>Espasmos</title>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA&lt;/b&gt; - Este é um governo que vive, muitas vezes, de espasmos. A prioridade de hoje cede lugar a outra no dia seguinte. O que foi urgente ontem pode não ser amanhã.
A avaliação, em tradução livre, é de um assessor que segue de perto o vaivém de pedidos vindos do Palácio do Planalto. Visão compartilhada por outros colegas questionados sobre tal análise do cotidiano do governo Dilma Rousseff.
Comum entre eles está o fato de destacarem que todas as encomendas da chefe são bem-intencionadas, mas falta uma certa paciência para aguardar os resultados de uma ação antes de partir para outra.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/2013/05/1273786-espasmos.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (06/05/2013 - 03h04)</description>
<pubDate>06 May 2013 03:04:00 -0300</pubDate>
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<title>Pagando o pato</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1270292-pagando-o-pato.shtml</link>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA&lt;/b&gt; - O PT parece não aprender com os próprios erros. Contrariado, aposta no confronto como melhor caminho para atingir seus objetivos. Sinceramente, de um partido no poder esperava-se mais profissionalismo. Vejamos.
No ano passado, a cúpula petista fez de tudo para adiar o julgamento do mensalão, disparando inclusive torpedos na direção de ministros do STF. Tática condenada até pelos advogados dos mensaleiros, que só fez acirrar os ânimos contra o partido dentro do Supremo.
Agora, deputados do PT articularam a votação de uma emenda constitucional que tira poderes do STF. Exatamente no instante em que o tribunal está para concluir o julgamento e réus petistas sonham em rever suas penas de prisão.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1270292-pagando-o-pato.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (29/04/2013 - 03h30)</description>
<pubDate>29 Apr 2013 03:30:00 -0300</pubDate>
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<title>Preço do sucesso</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1266544-preco-do-sucesso.shtml</link>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA -&lt;/b&gt; Depois de gritos e ranger de dentes no governo, os juros voltaram a subir. Agora, a nova batalha se dará em torno do tamanho da dose a ser aplicada na veia da economia pelo Banco Central.
Ela deve ser administrada de acordo com a disposição de crescimento do PIB. Se ele der sinais de aumento bem acima de 3%, juros amargos serão injetados em maior dose.
Motivo: pagamos hoje o preço do sucesso e do fracasso de medidas adotadas pelos governos Lula/Dilma, que não permitem um crescimento forte da economia.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1266544-preco-do-sucesso.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (22/04/2013 - 03h30)</description>
<pubDate>22 Apr 2013 03:30:00 -0300</pubDate>
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<title>A volta da TPC</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1262575-a-volta-da-tpc.shtml</link>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA&lt;/b&gt; - A tensão pré-Copom voltou a infernizar o governo Dilma, que já trabalha com a hipótese de o Banco Central subir os juros nesta semana, mas ainda sonha com a possibilidade de a decisão ser postergada para o mês de maio.
Hoje, por sinal, depois de ter ficado explícito que o próprio Palácio do Planalto dá como certo um aumento nos juros em breve, assessores presidenciais passaram a demonstrar receio com o tamanho do aperto monetário que vem por aí.
Ninguém acredita numa paulada nos juros, mas o novo temor é que o BC aplique uma dose mais forte na largada de um novo ciclo de ajuste na política monetária para mostrar que tem as rédeas do processo.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1262575-a-volta-da-tpc.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (15/04/2013 - 03h01)</description>
<pubDate>15 Apr 2013 03:01:00 -0300</pubDate>
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<title>Dose errada</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1258939-dose-errada.shtml</link>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA -&lt;/b&gt; Enquanto um assessor da presidente Dilma Rousseff diz que o governo &amp;quot;não pode errar mais&amp;quot; no pacote de concessões de rodovias e ferrovias, outro diz que o clima atual parece ser de &amp;quot;investimento a qualquer preço&amp;quot;.
Duas visões, não necessariamente antagônicas, que refletem o estado de espírito da equipe presidencial encarregada de atrair a iniciativa privada para obras federais.
De um lado, a preocupação em evitar um fiasco nos leilões de rodovias e ferrovias neste ano, o que reduziria os investimentos em 2014 e faria o país crescer pouco no ano da eleição presidencial.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1258939-dose-errada.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (08/04/2013 - 03h30)</description>
<pubDate>08 Apr 2013 03:30:00 -0300</pubDate>
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<title>Babel</title>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA&lt;/b&gt; - Daqui até a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) temos 15 dias pela frente. Um período curto, mas quem sabe o governo aprende a falar a mesma língua até lá.
Sei que estou sendo otimista, quase irrealista, mas é tudo o que deseja a diretoria do BC, que desde o início do ano faz um trabalho de resgate de sua credibilidade e tenta sinalizar que tem autonomia para tocar a política monetária.
As últimas declarações da presidente, que depois ela tentou esclarecer, ameaçam jogar por terra todo o esforço do seu próprio BC.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1255204-babel.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (01/04/2013 - 03h30)</description>
<pubDate>01 Apr 2013 03:30:00 -0300</pubDate>
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<title>Donos dos votos</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1251772-donos-dos-votos.shtml</link>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA -&lt;/b&gt; Como ensaio de primeiro ato da eleição presidencial, os movimentos do tucano Aécio Neves e do governador Eduardo Campos (PSB-PE) têm sua serventia e vão bancar o patrocínio de suas atuações no espetáculo de 2014.
A &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/poder/1251236-dilma-alcancaria-reeleicao-no-1-turno-diz-datafolha.shtml&quot;&gt;pesquisa Datafolha&lt;/a&gt; mostra, porém, que os dois potenciais adversários da presidente Dilma correm o risco de se tornarem figurantes caso não encontrem um discurso que encante não só os donos do PIB mas também os donos dos votos.
O tucano e o pessebista têm adotado, nesta fase de campanha antecipada, a estratégia de roubar apoio da petista no mundo empresarial. Entoam um discurso que agrada em cheio aos donos do PIB.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1251772-donos-dos-votos.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (25/03/2013 - 03h01)</description>
<pubDate>25 Mar 2013 03:01:00 -0300</pubDate>
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<title>Sintomas e riscos</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1247825-sintomas-e-riscos.shtml</link>
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&lt;b&gt;BRASÍLIA -&lt;/b&gt; A lógica eleitoral atropelou a presidente-gerente Dilma Rousseff. A Dilma original jamais deixaria um ministro de uma área por ela considerada essencial ser fritado em praça pública como se deu com o ex-ministro da Aviação Civil Wagner Bittencourt.
Desde o final do ano passado ele trabalhava sabendo estar com os dias contados. Nada mais contraproducente e fora dos padrões modernos de gerenciamento.
Pior é que Dilma tirou um técnico de um setor repleto de gargalos --às vésperas de eventos como a Copa do Mundo-- e pôs em seu lugar, na reforma ministerial, um político com experiência zero na área.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1247825-sintomas-e-riscos.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (18/03/2013 - 03h00)</description>
<pubDate>18 Mar 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Sinais de alerta</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1240777-sinais-de-alerta.shtml</link>
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Vem aí, tudo indica, o primeiro sinal de alerta concreto de que a inflação passou a ser a maior preocupação do governo Dilma. Nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reúne-se para decidir se faz ou não ajustes na política monetária diante das pressões inflacionárias. Posso estar enganado, mas o comitê deve manter a taxa de juros em 7,25% ao ano, mas emitir sinais de que ela pode subir nos próximos encontros, talvez até no seguinte, em abril.
Muito possivelmente vai desaparecer aquela expressão, contida nos últimos comunicados e atas do Copom, de que a atual política monetária pode ser mantida por &amp;quot;tempo suficientemente prolongado&amp;quot; para garantir a convergência da inflação para o centro da meta, de 4,5%, no médio prazo. E deve surgir uma nova expressão indicando que o BC está em estado de alerta e pronto para agir caso a inflação, hoje acima de 6% na taxa anualizada, continue demonstrando resistência em cair.
Aí pode pesar e muito o resultado do IPCA, índice oficial para o sistema de metas, de fevereiro. Por conta do corte nas tarifas de energia elétrica, entre outros motivos, o BC trabalhava com a avaliação de que o índice do mês passado seria cerca de metade do de janeiro, que bateu em 0,86%. Só que já tem analista prevendo que o IPCA pode não cair tanto assim. Vai cair, mas não tanto na direção que o BC esperava. O que pode dar mais elementos para que o banco comece a analisar se muda de estágio na sua luta contra a inflação.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1240777-sinais-de-alerta.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (05/03/2013 - 03h00)</description>
<pubDate>05 Mar 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>O mascate e o nosso futuro</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1236713-o-mascate-e-o-nosso-futuro.shtml</link>
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Ministro da Fazenda, Guido Mantega assume hoje o papel de mascate do Brasil e começa, em Nova York, um &amp;quot;road show&amp;quot; para tentar vender a investidores estrangeiros o programa de concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Em sua apresentação, o próprio Mantega admite que o país depende deste programa para dar dinamismo à nossa economia. Na verdade, depende e muito.
O fato é que, se o programa brasileiro não vingar, nossa economia vai continuar patinando e terá de se contentar com taxas fracas de crescimento nos próximos anos, como as registradas nos dois últimos períodos, que marcam a primeira metade do governo Dilma.
É inegável que a presidente e sua equipe econômica deram passos importantes para que o Brasil tenha uma economia mais civilizada. As taxas de juros caíram para 7,25%, foi feita uma mudança importante nas regras da caderneta de poupança, aprovou-se enfim um novo regime de aposentadoria no setor público, começou um processo de desoneração da folha de pagamento e o custo da energia elétrica caiu.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1236713-o-mascate-e-o-nosso-futuro.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (26/02/2013 - 03h00)</description>
<pubDate>26 Feb 2013 03:00:00 -0300</pubDate>
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<title>Sagrada Credibilidade</title>
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Meio que aos trancos e barrancos, o governo Dilma disparou operação para recuperar a credibilidade do seu Banco Central, sempre questionada desde o início do mandato da presidente petista. Agora, num momento em que a inflação volta a preocupar, o governo (re)descobre a importância de o mercado enxergar no Banco Central liberdade de atuação, mesmo que em detrimento das vontades palacianas de curto prazo.
O fato é que o próprio governo contribuiu, e muito, para que fosse criada no mercado a imagem de um BC de mãos atadas, atuando de acordo com o ritmo e desejo do Palácio do Planalto. Esse processo teve e continua tendo um custo elevado para o Banco Central e inclusive para a presidente Dilma.
Fica muito mais difícil, para não dizer quase impossível, controlar e guiar as expectativas do mercado e da economia real quanto ao comportamento da inflação quando se cristaliza a imagem de um Banco Central dependente do governo central. O resultado é sempre uma inflação mais resistente a ações do governo, dado que o mercado e os agentes da economia real passam a acreditar que teremos mais inflação e que o BC não terá mandato livre para fazer o que é necessário.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/colunas/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/colunas/valdocruz/1233156-sagrada-credibilidade.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (19/02/2013 - 15h57)</description>
<pubDate>19 Feb 2013 15:57:00 -0300</pubDate>
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