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<title>Folha Online - Colunas - Futebol na Rede</title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados.</copyright>
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<title>Folha Online - Colunas - Futebol na Rede</title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
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<title>Prós e contras na corrida pelo título do Brasileiro</title>
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Faltando apenas onze rodadas para o término do Campeonato Brasileiro, pode-se afirmar que a luta pelo título já está restrita a apenas cinco clubes. São eles: Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro, Flamengo e São Paulo.
É lógico que torcedores de times em ascensão, como Internacional e Goiás, além do Botafogo, que patinou nas últimas partidas, vão reclamar dizendo que, com 33 pontos em jogo, tudo é possível. Matematicamente pode até ser possível, mas a distância de pontos atual do líder --sete no caso do time carioca, ou oito para gaúchos e goianos-- e o escasso número de jogos até o final do campeonato deixam esses times sem chances de chegar ao primeiro lugar.
Voltando aos cinco candidatos ao título, esta edição de &lt;b&gt;Futebol na Rede&lt;/b&gt; destaca cinco pontos fortes e cinco dificuldades que os clubes vão ter até o final do campeonato.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u450563.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (30/09/2008 - 14h41)</description>
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<title>Um país dividido pela bola</title>
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O Brasil é um país dividido. Principalmente quando o assunto é futebol. E os ânimos ficam exaltados quando, numa situação como agora, os campeonatos chegam nos momentos decisivos. São acusações de favorecimento para times de alguns Estados e trocas de farpas via imprensa. Isso leva algumas regiões a ficaram em &amp;quot;estado de guerra&amp;quot;.
O mais famoso racha futebolístico do país é a eterna briga entre paulistas e cariocas. Como o assunto é futebol, vamos deixar de lado a disputa que as duas cidades sempre travaram para se tornarem a mais influente do país. No futebol, desde o início do século passado a briga é ferrenha. Por exemplo, a briga entre os dirigentes dos dois estados fez com que a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1930 não tivesse os principais jogadores paulistas na delegação que foi ao Uruguai.
Temos inúmeros casos dessa briga entre Rio-São Paulo, mas basicamente ela sempre foi marcada pelos mesmos argumentos. Os paulistas sempre acusaram os cariocas de serem favorecidos porque eles teriam influência política na CBF --antes era CBD. A ascendência dos cariocas na confederação traria aos times do Rio benefícios de arbitragem, nos tribunais e viradas de mesas, sempre favorecendo um clube do Rio de Janeiro e, com certeza, prejudicando um time paulista.
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<title>Dos botões ao videogame</title>
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Tenho inveja das crianças que gostam de futebol atualmente. Elas têm acesso a todas as informações do esporte. Lembro-me que quando comecei a acompanhar futebol mal conseguia ter notícias dos times dos outros estados.
O Rio de Janeiro, para nós paulistas, parecia outro mundo. Recebíamos poucas notícias do que acontecia a 400 km e, muitas vezes, poucos sabiam dos jogadores que atuavam lá. O inverso também acontecia. O pior acontecia com Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Do Nordeste então, pouco se falava.
Futebol internacional era outro mistério. Essa falta de dados se transformava em medo. Qualquer amistoso da seleção, contra União Soviética e Tchecoslováquia, por exemplo, era um fantasma. A nossa distância com o mundo era tão grande que um simples amistoso em Wembley era um acontecimento comparado a um jogo de Copa do Mundo.
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<title>O domínio do jogo</title>
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O melhor caminho para se vencer uma partida de futebol é ter o domínio sobre o adversário. Atenção: domínio não quer dizer ter mais posse de bola ou ficar o tempo todo no campo do adversário atacando sem nenhuma organização. Dominar o adversário significa fazer que ele atue da maneira que for melhor para o seu time.
Isso quer dizer que nenhuma equipe vai vencer uma partida se deixar o adversário ditar o ritmo do jogo. O treinador pode até armar um time defensivo para tentar surpreender o adversário em contra-ataques. O que não se pode fazer, por pior que seja o time, é montar um time todo atrás, sem nenhuma opção de ataque.
Quem joga todo recuado, só se defendendo, além de passar a ter fama de treinador covarde, vai perder a partida. Talvez esse seja o principal motivo de ter surgido a frase: &amp;quot;Quem joga pelo empate, sempre acaba perdendo&amp;quot;.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u443011.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (09/09/2008 - 13h44)</description>
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<title>Só acontece com o nosso time</title>
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Dizem que o futebol é imprevisível. Pode até ser, mas não com o time que a gente torce. A equipe pode até ganhar a partida, mas o torcedor sabe exatamente os problemas que seu time vai passar durante os 90 minutos. Não adianta, o torcedor apaixonado não consegue ter sossego, pois a cada minuto surge uma jogada ou situação que mostra a fragilidade do alvo de nossa torcida.
Segue uma série de situações que incomodam os torcedores:
&lt;b&gt;&amp;quot;O goleiro adversário pega tudo&amp;quot;&lt;/b&gt; - Não sei se vocês já repararam, mas o goleiro do time adversário sempre faz contra o nosso time a melhor atuação de sua carreira. Não adianta, ele pode ser o mais vazado da competição, mas contra os atacantes do nosso time ele se torna um paredão. Só com muito esforço e sofrimento é possível fazer um gol nele.
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<title>Terceiro mundo no esporte</title>
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Fraca. Não existe outra palavra para resumir como foi a nossa participação nos Jogos Olímpicos de Pequim. É lógico que, para os nossos dirigentes falastrões, a campanha foi ótima, já que iguala o nosso recorde de medalhas --15-- conquistadas há 12 anos em Atlanta.
Desde 1995 no comando do COB, Carlos Arthur Nuzman dava a esperança de mudar o destino do esporte no Brasil --deixo de lado a promessa de nos transformar em uma potência olímpica--, até porque vinha credenciado pelo excelente trabalho na Confederação Brasileira de Vôlei.
Como em 1996 o dirigente teve pouco tempo para mudanças, chegamos à conclusão que o nosso esporte pouco evoluiu nos últimos doze anos. Não avançamos em resultados, continuamos conquistando medalhas nos esportes que tradicionalmente nos dão glórias, como o judô, atletismo, natação, vela, futebol, sem contar o hipismo e o basquete que falharam em Pequim.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u437590.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (26/08/2008 - 14h32)</description>
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<title>Os times precisam de ídolos</title>
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O esporte não vive sem ídolos. A Olimpíada, que está na sua semana final, não teria tanta repercussão se não fossem os grandes nomes da competição. Sem atletas como Michael Phelps, Usain Bolt, Ielena Isinbaieva, Kobe Bryant e César Cielo as competições não iriam atrair tanto. Ficamos horas e madrugadas esperando esses nomes mostrarem o que eles são capazes de fazer.
A mesma coisa acontece no futebol. Sem ídolos, os clubes perdem seu poder de atração para os torcedores. Mesmo com a pressão paterna, você não torceria por um determinado clube se ele não tivesse um grande ídolo no momento em que você fez a escolha do clube. Pode ser um exagero, mas muitos vão ao estádio apenas para verem seu ídolo no gramado.
Atualmente, muitos ainda ficam espantados porque os garotos cada vez mais compram a camisa dos times europeus e sabem de cor as escalações das equipes do velho continente. A explicação é simples. Estão nesses times os ídolos da garotada, como Ronaldinho e Kaká (ambos do Milan) e Robinho (Real Madrid), e eles não se restringem apenas aos jogadores brasileiros. Já fazem parte da rotina dos nossos jovens torcedores nomes como Drogba (Chelsea) e até Ibrahimovic (Inter de Milão).
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u435334.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (19/08/2008 - 14h52)</description>
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<title>Ontem e hoje</title>
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Confesso que por muitos anos eu fui um chato. Passei muito tempo falando e escrevendo que o futebol do passado era muito melhor que o disputado atualmente. Talvez fiquei parado no tempo, mas o contato com os mais jovens aqui no trabalho --tenho vários companheiros que não tinham nascido na Copa de 1982-- e nas conversas como os leitores &amp;quot;aprendi&amp;quot; a ver o futebol de hoje de outra maneira. Ou seja, consegui vencer a barreira da lembrança afetiva, principalmente dos jogos que vi e ouvi quando criança, principalmente pelo rádio.
Tenho certeza que o problema é enfrentado por todos, principalmente por aqueles que gostam de futebol. Meu avô sentiria saudades do futebol das décadas de 1930 e 40, principalmente do futebol argentino. Meu pai e seus contemporâneos defendem o futebol das décadas de 1950 e 60. Eu gostava de como o jogo era disputado na década de 1970 e no início dos anos 80.
Acho que não dá para comparar o futebol que é disputado hoje com qualquer outra época. Talvez o jogo não seja pior, ou melhor, do que o praticado no passado. Ele é totalmente diferente. Pode-se dizer que o futebol praticado hoje tem muito pouca relação com o que era jogado há trinta, quarenta anos.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u432550.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (12/08/2008 - 15h11)</description>
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<title>Não adianta, eles não gostam de futebol</title>
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Na última semana, por motivos profissionais, tive que viajar para os Estados Unidos. Aproveitando que estava lá, não tive dúvida: perguntei para vários americanos --não valia os latinos-- o motivo de eles não conseguirem se apaixonar pelo nosso futebol --que eles chamam de soccer.
Vamos a sete respostas que me lembraram os motivos dados por pessoas que conheço que também, infelizmente, não sabem como é muito bom acompanhar um jogo e ter um time para torcer.
&lt;b&gt;1&lt;/b&gt; - &amp;quot;As regras do jogo são complicadas&amp;quot;&lt;br/&gt;
Engraçado ouvir isso de um americano. Para quem se acostuma com as regras complicadas do futebol americano e do beisebol, compreender o básico das leis do futebol não seria uma grande dificuldade. Tirando a lei do impedimento, que nem árbitros e comentaristas de arbitragem conseguem explicar, não é necessário muito esforço para saber o que vale e o que não vale durante os 90 minutos que a bola rola.
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<title>Campeonato caseiro</title>
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Depois de quinze rodadas é possível afirmar que na atual edição do Campeonato Brasileiro os times que jogam em casa levam grande vantagem. Das primeiras 150 partidas do torneio, em 86 delas o time que jogava em casa conseguiu sair vencedor, ou seja 57,3% das partidas --aconteceram também 42 empates e apenas 22 triunfos dos times que atuaram como visitantes. Se somados os números de igualdades, em 128 partidas (85,3%) os mandantes não foram derrotados.
Os números impressionam. No ano passado, foram necessárias 184 partidas (34 jogos a mais), para que os times jogando em seus domínios conseguissem as mesmas 86 vitórias, que os mandantes já conseguiram no atual torneio.
Até agora não temos nenhum time que conseguisse marcar mais pontos na casa do adversário do que atuando nos seus domínios. A equipe mais equilibrada na conquista de pontos em casa e como visitante é o Goiás. Dos 17 pontos conquistados nas 15 primeiras partidas o time ganhou nove no Serra Dourada e oito jogando como visitante. O líder Grêmio tem 18 pontos, ou 63%, ganhos no Olímpico. Já o Flamengo conta com 16 pontos ganhos no Maracanã (57%) e 12 fora (43%). Isso sem contar que uma vitória do Flamengo, contada como visitante, ocorreu num jogo contra o Fluminense, no Maracanã.
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<title>Goleiro de time grande</title>
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Todo goleiro gosta de jogar num time pequeno ou mais fraco do que o adversário. Mesmo que ele tome muitos gols, nunca vai ser considerado o vilão de uma derrota. Pelo contrário, sendo seguidamente bombardeado pelos atacantes inimigos ele vai conseguir fazer algumas defesas e se destacar. Vai ser abraçado pelos companheiros e ainda ouvirá: &amp;quot;se não fosse você a coisa seria bem pior&amp;quot;.
O difícil e estressante para o goleiro é jogar num time forte, num time grande. Quem joga nesse tipo de time sabe que a bola vai pouco para o gol. Quando chega, o goleiro sabe que vai precisar trabalhar --e muito. Muitas vezes, vai ter que praticar um milagre. Talvez por isso foi criada a frase: &amp;quot;Todo grande time começa com um grande goleiro&amp;quot;.
Por isso é preciso ter muito cuidado para sair falando --ou escrevendo-- que fulano é um grande goleiro. É preciso observar como um goleiro se comporta na transição de passar de um time fraco para um time mais forte, que briga por títulos. Essa passagem não se resume apenas ao nível técnico: ela também é feita na parte psicológica. Arqueiro de time pequeno (ou fraco) se acostuma a tomar muitos gols e mesmo assim é elogiado. Já para o goleiro de time que briga por títulos, tomar um gol é motivo de uma enxurrada de críticas.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u424994.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (22/07/2008 - 14h53)</description>
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<title>Vitórias ou derrotas não mudam a história do futebol</title>
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A vitória da Espanha na última Eurocopa pode servir como uma mudança nos rumos do futebol para alguns. Segundo eles, o fato de a equipe ser formada por jogadores de baixa estatura, de bom nível técnico, que gostam de atuar com toques rápidos, pode influenciar as outras seleções do Velho Continente, ou até mudar os rumos do futebol mundial. Eu não concordo com isso.
Aliás, como escrevi no título desse texto, não acho que a conquista de um determinado time, ou uma eventual derrota, possa mudar ou determinar como será o futebol no planeta. Não gosto de definir marcos que poderiam escrever uma nova história do futebol.
É quase unanimidade dizer que se a Holanda tivesse vencido o Mundial de 1974 e se o Brasil ficasse com o título oito anos depois teríamos um futebol diferente do que temos hoje. Não vou discutir que esses foram times fantásticos, mas mesmo se vencessem nada seria diferente. Teríamos times jogando na defesa do mesmo jeito --nem todos teriam condição de imitar a maneira que esses times atuavam. Até porque é impossível montar times como aqueles, já que vai ser difícil reunir ao mesmo tempo jogadores com aquelas características.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u422607.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (15/07/2008 - 14h32)</description>
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<title>Ainda há espaço para os pontas</title>
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O atacante Guerrón foi o melhor jogador da Taça Libertadores. Com suas arrancadas pela direita, dribles e cruzamentos, o jogador destruiu o sistema defensivo dos adversários e levou a LDU ao título inédito do torneio intercontinental. Mais do que isso: com suas excelentes e decisivas atuações, o ponta nos fez ver que é possível jogar com jogadores fixos pelas extremidades do campo.
Com quase todas as equipes atuando preparadas para enfrentar dois atacantes mais centralizados, a utilização de um ponteiro é uma opção bastante interessante. Até porque temos laterais, ou alas --eu prefiro a primeira denominação--, que não sabem marcar. Com a extinção dos pontas, os laterais só pensam em apoiar. Na marcação, o máximo que eles fazem é apostar corrida com o lateral adversário.
Também facilita a função dos pontas abertos o fato de os zagueiros e volantes encarregados de fazer a eventual cobertura dos laterais serem extremamente lentos quando precisam se deslocar para os lados do campo. Sem dizer que a ida dos defensores para os lados do campo abre um espaço enorme para os homens de meio-campo, que ficam com grande liberdade.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u420332.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (08/07/2008 - 14h46)</description>
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<title>O título quase esquecido</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u418111.shtml</link>
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Foi emocionante a comemoração dos cinqüenta anos da nossa primeira conquista em Copas do Mundo. Foi muito bom rever imagens dos jogos na Suécia e saber como ganhamos aquele mundial. É lógico que na esteira dessa comemoração fomos lembrando dos nossos outros títulos e fizemos comparações entre as seleções que conquistaram os mundiais.
Falamos do time fantástico do tri, do esforçado e aguerrido que conquistou a Copa do Mundo de 1994 e do time de Luiz Felipe Scolari que conquistou o penta no Japão. Várias enquetes são feitas para descobrir qual a nossa melhor seleção. (Confiram minha &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u149.shtml&quot;&gt;resposta&lt;/a&gt;). Mas o time que conquistou o bicampeonato no Chile quase nunca é citado. Na pesquisa que a &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt; fez perguntando qual era a seleção preferida entre os times que foram campeões mundiais, a equipe de 1962 está em último lugar, com apenas 2% dos votos.
A pequena lembrança desse título é uma tremenda injustiça. Talvez seja justificada pela equipe base ser quase a mesma que conquistou o Mundial da Suécia, quatro anos antes. Do time titular que disputou a final em 1958, oito jogadores foram titulares na final de Santiago. Saíram a dupla de zaga titular Bellini e Orlando. Eles deram lugar a Mauro e Zózimo --que estavam entre os 22 convocados na primeira conquista-- e Pelé, que, contundido durante a competição, acabou substituído por Amarildo. Temos a lembrança de milhares de fotos de Bellini erguendo a Taça Jules Rimet em 1958, mas são raras --e pouco lembradas-- as imagens que mostram Mauro repetindo o gesto quatro anos depois.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u418111.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (01/07/2008 - 14h38)</description>
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<title>Que Dunga caia pela sua incompetência</title>
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Eu tenho certeza que Dunga não tem a mínima condição de, atualmente, dirigir a seleção brasileira. Sou obrigado a dizer que foi uma tremenda irresponsabilidade da CBF colocar o ex-volante como treinador da seleção brasileira. Por isso, concordo com as inúmeras críticas que o neófito treinador vem recebendo.
O que eu não posso concordar é que qualquer motivo já seja uma razão para jogar pedras nele. Acho, por exemplo, que fazer a leitura labial de um técnico durante a partida é uma grande sacanagem. Ainda mais quando as possíveis falas do treinador são editadas e expõem o mesmo ao ridículo. Por mais que o nosso treinador seja despreparado, não dá para julgá-lo por frases colocadas fora do contexto.
Não acredito que ele não saiba que um jogador seja zagueiro ou meia da Argentina. O papo entre ele e o seu auxiliar Jorginho poderia ser da função tática que o adversário estava fazendo. Também é uma tamanha indiscrição colocar um comentário do treinador sobre um jogador, como fizeram em relação ao que Dunga teria dito sobre Júlio Baptista não poder fazer determinada função.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/colunas/futebolnarede/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/futebolnarede/ult868u415670.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (24/06/2008 - 14h51)</description>
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