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<title>Folha Online - Ciência - Especial - 2007 - Luta contra a Aids                           </title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados.</copyright>
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<webMaster>webmaster@folha.com.br (Webmaster Folha Online)</webMaster>
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<title>Folha Online - Ciência - Especial - 2007 - Luta contra a Aids                           </title>
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<title>Terapia genética derrota HIV em roedor</title>
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Um grupo de cientistas liderado pela Universidade Harvard, de Boston (EUA), conseguiu pela primeira vez obter sucesso em um tipo de terapia genético para combater o HIV. Usando a mesma técnica para &amp;quot;desligar genes&amp;quot; que ganhou o Prêmio Nobel de Medicina em 2006, os pesquisadores conseguiram deter a infecção pelo vírus em um experimento com camundongos especiais.
A estratégia adotada pelos pesquisadores é aquela que usa a molécula de RNA (uma espécie de auxiliar do DNA) para impedir a célula de produzir determinadas proteínas, as moléculas que efetivamente colocam o organismo para funcionar. Chamada de RNAi (RNA de interferência) ela é hoje uma ferramenta de pesquisa fundamental e aos poucos vem ganhando mais perspectivas de aplicação médica.
O que o grupo de Harvard, liderado pela cientista indiana Premlata Shankar, fez foi fabricar moléculas de RNA que desligam dois genes do HIV e um gene de uma proteína humana dos linfócitos T, as células do sistema imunológico que o vírus ataca. Se o vírus não encontra essa proteína na parede da célula ele não consegue invadi-la para se multiplicar lá dentro.
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<title>Secretário da ONU pede fim de proibições de viagens de pessoas com Aids</title>
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O secretário-geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon, pediu nesta terça-feira aos governos que impedem as viagens de pessoas infectadas com o vírus da Aids para que suspendam a proibição, que considerou discriminatória.
Ban Ki-moon, que participa da 17ª Conferência Internacional sobre Aids (AIDS 2008), no México, felicitou os Estados Unidos por terem suspendido a proibição, que mantiveram em vigor por 20 anos.
Diante de líderes da luta contra a Aids, o secretário pediu o término das restrições ao livre trânsito internacional de pessoas soropositivas.
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<title>Bush sanciona lei que triplica fundos em luta contra a Aids</title>
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O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sancionou nesta quinta-feira a lei que triplica para US$ 48 bilhões a ajuda americana à luta global contra a Aids nos próximos cinco anos e que, no fim de seu mandato, figura como sua maior conquista de consenso bipartidário no Congresso.
&amp;quot;Esta lei salvará milhões de pessoas e encarna a extraordinária solidariedade do povo americano&amp;quot;, disse Bush em cerimônia no salão leste da Casa Branca. Participaram da cerimônia líderes democratas e republicanos das Câmaras do Congresso, funcionários do governo e representantes da ONU e de grupos cívicos.
&amp;quot;É um plano de emergência que exige metas específicas e quantificáveis para o progresso&amp;quot;, explicou Bush.
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<title>Relatório revela queda no número de novas infecções por Aids no mundo</title>
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Um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Unaids, o programa da ONU para a Aids, revela que medidas de prevenção conseguiram reduzir o número de novas infecções pelo vírus HIV no mundo. O documento diz que o número total de novos casos registrados caiu de 3 milhões, em 2001, para 2,7 milhões, em 2007.
Embora a porcentagem de novas pessoas infectadas globalmente tenha caído, o número total de pessoas vivendo com o vírus da Aids subiu para 33 milhões --com uma média de 7,5 mil pessoas sendo infectadas a cada dia.
Em alguns países, como China, Rússia, Moçambique, Alemanha, Reino Unido e Austrália, foi registrada a tendência contrária, com um aumento do número de casos.
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<title>Anti-retroviral adiciona 13 anos à sobrevida média de pacientes com HIV</title>
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Coquetéis de medicamentos para pacientes com HIV ajudam os doentes a viver em média 13 anos a mais. Segundo os pesquisadores, uma pessoa que começa a tomar os remédios aos 20 anos pode, na média, esperar viver até os 43 anos.
O estudo foi publicado quinta-feira passada na revista médica inglesa &amp;quot;The Lancet&amp;quot;. Os cientistas analisaram diversos estudos de pacientes dos Estados Unidos, Canadá e vários países europeus que receberam combinações de drogas conhecidas como terapia anti-retroviral altamente ativa (HAART).
Robert Hogg e colegas, do British Columbia Centro de Excelência em HIV/Aids, em Vancouver (Canadá), analisaram 43 mil pacientes em 14 diferentes estudos.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/especial/2007/lutacontraaids/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u427243.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (29/07/2008 - 09h55)</description>
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<title>HIV resistente a droga pode se esconder</title>
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Um estudo realizado com 500 soropositivos recém-diagnosticados nos EUA e no Canadá mostrou que 10% deles estão infectados com ao menos uma variante de HIV resistente a drogas. A resistência, antes, era observada apenas após o tratamento anti-retroviral, mas agora os vírus que ganharam imunidade a medicamentos como o Efavirenz já estão se disseminando por conta própria, à medida que a epidemia progride com o tempo.
O novo trabalho, publicado na revista &amp;quot;PLoS Medicine&amp;quot;, foi uma colaboração entre os CDC (Centros para Controle de Doenças, dos EUA), a Agência de Saúde Pública do Canadá e empresa farmacêutica multinacional GlaxoSmithKline. Um portador de HIV resistente ainda pode se beneficiar de tratamento, porque os médicos podem procurar um medicamento alternativo.
O problema é que os vírus resistentes podem estar passando despercebido em muitos casos. Ao entrar em um organismo não infectado, eles tendem a reduzir as populações indetectáveis, mas que podem causar problemas no futuro, quando a pessoa começa a se submeter aos anti-retrovirais.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/especial/2007/lutacontraaids/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u427242.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (29/07/2008 - 09h51)</description>
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<title>Congresso americano aprova US$ 50 bi para luta contra a Aids</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/especial/2007/lutacontraaids/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u426015.shtml</link>
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O Congresso dos Estados Unidos concluiu nesta sexta-feira a aprovação de um projeto de lei que triplica, para US$ 48 bilhões, a ajuda qüinqüenal do país no combate mundial à Aids.
A iniciativa, que elimina um veto à entrada no país de portadores do vírus HIV, foi aprovada na Câmara de Representantes por 303 votos a favor e 115 contra, disseram fontes legislativas.
Agora, para entrar em vigor, o texto tem apenas que ser sancionado pelo presidente dos EUA, George W. Bush, que já tinha pedido aos legisladores que se apressassem em aprovar o projeto de lei.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/especial/2007/lutacontraaids/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u426015.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (25/07/2008 - 05h51)</description>
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<title>Senado americano triplica fundos para combate à Aids e à malária</title>
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O Senado dos Estados Unidos triplicou nesta quarta-feira os fundos para o combate à Aids e à malária no mundo, ao votar um orçamento de US$ 48 bilhões para os próximos cinco anos. O orçamento aprovado também inclui verbas para a luta contra a tuberculose.
&amp;quot;Negociamos este orçamento durante vários meses e ele é resultado de um acordo bipartidarista dedicado a salvar vidas no mundo&amp;quot;, explicou o senador democrata Joseph Biden, presidente do Comitê de Relações Exteriores.
A medida, aprovada por 80 votos a favor e 16 contra, recebeu a oposição da minoria republicana, para a qual a verba aprovada é muito elevada.
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<title>China permite entrada de portadores do HIV durante a Olimpíada</title>
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A China autorizará a entrada no país de pessoas portadoras do HIV, além de doenças venéreas e mentais, durante a Olimpíada de Pequim, em agosto, suspendendo temporariamente o bloqueio que vigora desde 1988.
Segundo o jornal local &amp;quot;Shanghai Daily&amp;quot;, que atribui o anúncio às autoridades estrangeiras da cidade, os portadores de HIV poderão entrar na China durante os jogos, mas &amp;quot;sob supervisão das autoridades sanitárias durante sua estadia&amp;quot;.
Isso será possível tão logo seja aprovada uma emenda à Regulação de Supervisão e Gestão da Aids, norma que entrou em vigor na China em 14 de janeiro de 1988. A imprensa oficial não deixou claro a partir de que dia os turistas olímpicos com essas doenças poderão entrar no país, nem quando a permissão acabará.
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<title>Maioria das infecções de Aids na África ocorre no casamento, diz estudo</title>
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A maioria dos heterossexuais soropositivos em países africanos como Zâmbia e Ruanda contraíram a doença no casamento ou dentro de casa, segundo estudo publicado pela revista &amp;quot;The Lancet&amp;quot;.
Segundo os especialistas, as conclusões desse estudo implicam que a assistência sanitária preventiva deveria oferecer assessoria e exames médicos também aos casais, e não se concentrar em promover a abstinência ou apenas analisar casos extraconjugais.
A África Subsaariana tem altos índices de contágio da doença, a maioria entre heterossexuais, aponta a &amp;quot;The Lancet&amp;quot;. No entanto, até agora, houve poucas tentativas de determinar o nível de contágio entre casais estáveis, apesar de esta ser uma informação importante para planejar estratégias de tratamento.
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<title>Tuberculose é uma das principais causas de morte de soropositivos</title>
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A ONU (Organização das Nações Unidas) realizou na segunda-feira (9) seu primeiro fórum global sobre a tuberculose e a Aids, para chamar a atenção para as quatro mil mortes causadas diariamente pela doença, cuja cura foi descoberta há mais de 50 anos, e que afeta em especial os portadores do vírus HIV.
A reunião, realizada às vésperas da sessão especial da Assembléia Geral sobre a Aids, teve como objetivo vincular essa epidemia com a da tuberculose, que é uma das principais causas de morte dos pacientes com um sistema fragilizado pelo vírus do HIV.
Entre os participantes da reunião estiveram chefes de Governo, ministros e personalidades como o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton, cuja fundação contribuiu para baratear, nos países mais pobres, o preço dos tratamentos para a Aids, a malária e a tuberculose.
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<title>Ameaça de epidemia de Aids entre heterossexuais desapareceu, diz ONU</title>
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Vinte e cinco anos após o surgimento da Aids, a OMS (órgão da ONU para a saúde) afirmou nesta segunda-feira que o risco de uma epidemia heterossexual global desapareceu, segundo a versão eletrônica do diário britânico &amp;quot;The Independent&amp;quot;.
Na primeira admissão oficial de que a estratégia de prevenção promovida pelas principais instituições de combate à Aids pode ter sido errônea, Kevin de Cock, chefe do departamento para HIV/Aids da Organização Mundial de Saúde (OMS), disse que não haverá epidemia generalizada entre a população heterossexual fora da África.
De Cock, epidemiologista, disse que o entendimento da ameaça imposta pelo vírus mudou, de acordo com o diário britânico. Antes vista como um risco para as populações de todo o mundo, agora reconhece-se que, fora da África subsaariana, a doença está confinada a grupos de alto risco --incluindo homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas injetáveis, profissionais do sexo e seus clientes.
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<title>Esforços contra Aids têm sido insuficientes apesar de avanços, diz ONU</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/especial/2007/lutacontraaids/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u410586.shtml</link>
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Os progressos que a comunidade internacional obteve na luta contra a Aids ao longo da última década têm sido insuficientes para garantir o acesso da população mundial à prevenção e o tratamento aos 33,2 milhões de pessoas que atualmente vivem com o HIV, destacou a ONU em um relatório divulgado nesta segunda-feira.
O estudo, elaborado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, chama a atenção para pontos positivos e negativos no cumprimento das metas estipuladas pela comunidade internacional com relação à epidemia.
Ban afirma que o aumento dos investimentos nesta matéria nos últimos dez anos &amp;quot;começa a dar frutos&amp;quot;, o que se reflete na redução de novos casos de infecções e do número de mortes.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/especial/2007/lutacontraaids/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u410586.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (09/06/2008 - 20h27)</description>
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<title>Argentina com HIV abandona sua família</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/especial/2007/lutacontraaids/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u410354.shtml</link>
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Na 28ª semana de gravidez, a argentina Maria Concepción Troche (ela não vê problemas em revelar o nome), 33, veio de Buenos Aires a São Paulo por alguns dias. Com taquicardia, foi levada à emergência da Santa Casa.
Em meio aos exames pré-natais, foi descoberta a condição de portadora do HIV, o vírus da Aids, e uma neurotoxoplasmose, uma doença oportunista.
Lá ficou internada até o filho Giovani, hoje com 1 ano e 4 meses, nascer.
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<title>Paraguaio veio a SP para tomar coquetel grátis</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/especial/2007/lutacontraaids/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u410358.shtml</link>
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Após quatros anos em São Paulo para receber o coquetel anti-Aids, um paraguaio trouxe a irmã para se tratar de câncer, na esperança de que ela possa ter uma recuperação tão boa quanto a dele.
Desacreditado em seu país depois de uma tuberculose oportunista sucessivamente diagnosticada como outras doenças, recebeu o conselho de vir ao Brasil. À época, não tomava os antiretrovirais, essenciais para manter a carga viral indetectável e não manifestar a doença.
Pesava 55 kg quando chegou ao Brasil e não fazia os exames de rotina para quem convive com Aids, como a contagem das células do sistema imunológico. Hoje tem 73 kg. &amp;quot;Se estivesse lá não teria conseguido sobreviver.&amp;quot;
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/especial/2007/lutacontraaids/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u410358.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (09/06/2008 - 11h23)</description>
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