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<title>Folha Online - Colunas - Fernando Canzian     </title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados.</copyright>
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<webMaster>webmaster@folha.com.br (Webmaster Folha Online)</webMaster>
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<title>Folha Online - Colunas - Fernando Canzian     </title>
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<title>Poeira baixando</title>
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&lt;b&gt;NOVA YORK&lt;/b&gt; - Uma renovada onda de euforia se forma mais um vez nos mercados financeiros.
Desta vez, há sinais consistentes de que a produção industrial e os pedidos das lojas crescem não só na maioria das economias maduras. Isso também ocorre nos EUA, epicentro de uma crise que muitos acreditam ter ficado para trás.
Com a poeira da crise ainda assentando após 13 meses, já se pode distinguir (e acompanhar) pelo menos dois vetores para um futuro ainda incerto.
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<title>Travessuras e gostosuras</title>
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&lt;b&gt;NOVA YORK&lt;/b&gt; - Há um ano, centenas de fantasias na famosa &amp;quot;Halloween Parade&amp;quot; em Nova York mostravam &amp;quot;banqueiros&amp;quot; com dólares falsos estufando bolsos ou caindo de guarda-chuvas dourados. Outras traziam os mesmos &amp;quot;executivos&amp;quot; com sacolas brancas com um grande $ preto iguais às carregadas pelos Irmãos Metralha.
Foi uma bem humorada e aguda manifestação da indignação popular a respeito das irresponsabilidades de Wall Street, que levaram o mundo à maior crise financeira desde os anos 1930.
Na mesma parada deste ano, no final de semana, os banqueiros sumiram. Para a sorte deles, parecem ter caído no esquecimento entre o imaginário popular.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u646673.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (02/11/2009 - 18h52)</description>
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<title>Trem-bala perdida</title>
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&lt;b&gt;SÃO PAULO -&lt;/b&gt; De passagem rápida pelo Brasil, ouço que as principais mazelas que aterrorizam as classes média e rica continuam as mesmas: violência e trânsito. O último também sempre à beira de uma explosão de violência.
Mas, em conversa com o economista-chefe de um dos maiores bancos do país, também ouço a previsão de que o Brasil pode crescer 5,5% em 2010. Um geólogo de uma grande empreiteira fala em iminente falta de engenheiros para tocar projetos a caminho. Um funcionário do setor de energia diz que poderia optar por morar em vários Estados, tamanhas as opções de trabalho.
No Rio, porém, o tráfico ainda derruba helicópteros, adolescentes se jogam no chão para se proteger de balas perdidas e apareceu até corpo em carrinho de supermercado. Teve também o caso do bem-feitor social morto por bandidos depois roubados por policiais militares.
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<title>Canibais em Wall Street</title>
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&lt;b&gt;NOVA YORK&lt;/b&gt; - Há algo de sinistro na forte recuperação do principal mercado acionário do mundo, concentrado na Bolsa de Valores de Nova York, e na comemoração dos que veem nisso um bom sinal.
As forças que atualmente jogam os preços das ações para cima, produzindo valorização de mais de 50% desde março, são deletérias. E parecem não ter como sustentar uma recuperação sadia de lucros e resultados --que, no fim das contas, justificariam a alta do mercado.
São dois os principais vetores que levaram o índice Dow Jones a ultrapassar a barreira de 10 mil pontos na semana passada, algo que não se via há mais de um ano.
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<title>Apelando a Allah</title>
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ISTAMBUL - Além de Afeganistão, Irã, Iraque e Paquistão, uma pequena mas latente dor de cabeça vem entrando no radar dos Estados Unidos e de seu aliado Israel.
Candidata a entrar com plenos direitos na União Europeia, a Turquia vem dando sinais cada vez mais perceptíveis de uma tendência a se aproximar de outros Estados considerados &amp;quot;problemas&amp;quot; e voltados a um islamismo mais radical.
O mais recente ocorreu no fim de semana, quando o país eliminou Israel da lista de países que fariam um exercício militar de 11 dias em seu território. Israel e Turquia já foram considerados durante anos aliados estratégicos.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u636988.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (12/10/2009 - 17h01)</description>
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<title>Gogó canarinho</title>
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&lt;b&gt;ISTAMBUL&lt;/b&gt; - Depois da sede da Copa em 2014, o Brasil levou as Olimpíadas em 2016.
Ajudou também a aposentar o poderoso grupo de países do G7 em favor do emergente G20.
Agora, acaba de ganhar direito futuro a uma participação maior no FMI. E luta para, desde já e junto aos outros Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), ter poder de veto sobre as decisões relativas a um caixa de US$ 500 bilhões do Fundo Monetário Internacional.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u633431.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (05/10/2009 - 06h08)</description>
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<title>Passando o bastão</title>
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ISTAMBUL - O FMI revisou um pouco para cima a expectativa de crescimento mundial e reduziu o pessimismo em relação ao Brasil. O Fundo está reunido nesta semana e na próxima em Istambul, na Turquia.
Mais do que os números, revisados a toda hora e sempre incertos, o que importa é entender como o mundo está saindo da crise. E se a saída é sustentável.
Sobre esse ponto, o FMI levanta dúvidas. E diz claramente que o mundo pode ter de enfrentar o que os gringos chamam de &amp;quot;double-dip recession&amp;quot;. Ou seja, uma crise em forma de W --com queda, recuperação e nova queda mais à frente.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u631718.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (01/10/2009 - 07h07)</description>
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<title>Inveja dos turcos</title>
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ISTAMBUL - Há 20 anos não pisava em Istambul, maior cidade da Turquia.
Na última vez, passei vários dias na cidade, assim como ao redor do país e em suas maravilhosas praias. A Turquia era e ainda é barata para os estrangeiros, especialmente para quem chegava ao país com libras inglesas no bolso. E parecia um país atrasado.
&lt;table class=&quot;fe230&quot;&gt;
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&lt;td class=&quot;fo1c&quot;&gt;Fernando Canzian/Folha Imagem&lt;/td&gt;
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&lt;td&gt;&lt;img src=&quot;http://f.i.uol.com.br/folha/colunas/images/0927340.jpeg&quot; alt=&quot;Uma das várias linhas de bondes fechados que cortam a maior cidade da Turquia; Istambul tem 13 milhões de habitantes&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/td&gt;
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&lt;td class=&quot;fo1l&quot;&gt;Uma das várias linhas de bondes fechados que cortam a maior cidade da Turquia; Istambul tem 13 milhões de habitantes&lt;/td&gt;
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<title>Um homem esmagado</title>
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&lt;b&gt;NOVA YORK -&lt;/b&gt; Nunca havia estado por tanto tempo e tão perto de Barack Obama quanto na semana passada, na entrevista de encerramento da reunião do G20 com o norte-americano em Pittsburgh (Pensilvânia).
Obama é um craque. Mas é também um homem sob visível e inimaginável pressão.
Suas mandíbulas e dentes se espremem a ponto de notarmos as contrações internas em sua pele escura do lado de fora. É visível também o esforço de concentração, com o olhar no vazio, que antecede cada uma de suas palavras.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u629921.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (28/09/2009 - 00h01)</description>
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<title>Conversa de surdos?</title>
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&lt;b&gt;PITTSBURGH&lt;/b&gt; - Nestas quinta e sexta-feiras em Pittsburgh, nos EUA, os líderes da economias que representam 85% do PIB mundial, reunidos no G20, tentarão chegar a acordos para evitar novas crises como a atual. E tentar corrigir desequilíbrios globais.
De um lado, os EUA gostariam muito de resolver os desequilíbrios em suas contas externas, empurrando mais de suas exportações para o colo dos países emergentes ou de economias avançadas superavitárias, como Japão e Alemanha.
&lt;table class=&quot;fe330&quot;&gt;
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&lt;td class=&quot;fo1l&quot;&gt;Polícia montada de Pittsburgh, no Estado da Pensilvânia (EUA) patrulha as ruas no primeiro dia da reunião do G20 &lt;/td&gt;
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<title>Nó global</title>
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&lt;b&gt;NOVA YORK&lt;/b&gt; - Os chefes de Estado das maiores economias do mundo participantes do G-20 têm encontro marcado nesta semana em Pittsburgh, nos EUA, para discutir assuntos pendentes trazidos pela &amp;quot;Grande Recessão&amp;quot;.
A crise aos poucos perde sua força. Mas deixa, além de milhões de desempregados (quase 10% nos EUA), uma série de megadesafios pela frente.
Os problemas centrais são:
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<title>Parabéns, Wall Street</title>
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&lt;b&gt;NOVA YORK&lt;/b&gt; - E a crise fez aniversário: 1 ano desde a quebra do banco Lehman Brothers e do início do que agora chamamos de &amp;quot;A Grande Recessão&amp;quot;.
Nos últimos 12 meses, os governos estiveram tão ocupados em evitar um colapso ainda maior que mal tiveram braços para atacar os problemas de fundo, que originaram a crise.
Com o passar do tempo, e com a sensação de que o pior passou, é capaz que tudo fique como está. Até a eclosão de uma nova turbulência.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u623346.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (14/09/2009 - 00h01)</description>
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<title>O dólar furado</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u622040.shtml</link>
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Os mais velhos ou os que gostam de um bom &amp;quot;faroeste espaguete&amp;quot; talvez conheçam &amp;quot;O dólar Furado&amp;quot; (&amp;quot;Un dollaro bucato&amp;quot;, de Giorgio Ferroni, lançado em 1965).
O ator Giuliano Gemma é um soldado que retorna da guerra e descobre que seu irmão se transformou em um pistoleiro chamado &amp;quot;Black Jack&amp;quot;, e a história prossegue.
Mas o ponto aqui é que Gemma leva um tiro na altura do coração em um determinado momento. Mas é milagrosamente salvo: a bala acerta uma pesada moeda de um dólar que ele tinha no bolso. Daí o título do filme.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u622040.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (10/09/2009 - 13h38)</description>
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<title>Formato da crise:?</title>
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&lt;b&gt;NOVA YORK&lt;/b&gt; - No final de semana, em Londres, os ministros da Fazenda do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo, incluindo Brasil) concordaram em manter os fluxos de ajuda estatal em seus países.
Cerca de US$ 2,5 trilhões ainda devem fluir dos cofres públicos para o mercado de crédito, a empresas e a programas de seguro-desemprego, entre outros.
O valor equivale ao que já teria sido empregado. Ou seja, o mundo poderá gastar até US$ 5 trilhões em estímulos fiscais para sair da crise.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u620641.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (08/09/2009 - 00h27)</description>
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<title>Além da jabuticaba</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u617153.shtml</link>
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Não é só a jabuticaba um produto exclusivo da &amp;quot;Terra Brasilis&amp;quot;.
O Brasil tem também coisas esquisitas como depósito compulsório, um nível ínfimo de concessão de crédito ao setor privado e vários bancos públicos.
O compulsório é uma parcela do dinheiro em depósitos de clientes que os bancos são obrigados a recolher no Banco Central. Coisa de R$ 260 bilhões até o agravamento da crise, em setembro de 2008.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/fernandocanzian/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/fernandocanzian/ult1470u617153.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (31/08/2009 - 04h24)</description>
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