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<title>Folha Online - Colunas - Gilberto Dimenstein  </title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados.</copyright>
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<webMaster>webmaster@folha.com.br (Webmaster Folha Online)</webMaster>
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<title>Folha Online - Colunas - Gilberto Dimenstein  </title>
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<title>FHC é o grande padrinho de Lula</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u656659.shtml</link>
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Leio análises falando que um dos pontos vulneráveis de José Serra --e teria aparecido na mais recente pesquisa mostrando a subida de Dilma Roussef-- é Fernando Henrique Cardoso, com alta taxa de rejeição. Por isso, o ex-presidente seria escondido na campanha. A verdade é que, por outros motivos, FHC é o grande padrinho de Lula --qualquer pessoa com um mínimo de equilíbrio terá de concordar com isso.
Em essência, o governo Lula é a continuidade da gestão anterior --e aí está um dos pontos mais inteligentes do presidente. Ele pegou a inflação baixa, um país na rota do crescimento, as bases de seu mais importante programa social em andamento (o Bolsa Família). As finanças públicas tinham passado por medidas importantes como a lei de responsabilidade fiscal.
Lula soube aprimorar o que recebeu. Radicalizou a política social, manteve as bases econômicas. Para completar, além da sorte com a descoberta do pré-sal, passou por uma época de crescimento mundial --com exceção dos últimos 12 meses. Não herdasse o que herdou, teria muito menos condições de angariar um prestígio tão grande.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u656659.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (24/11/2009 - 08h22)</description>
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<title>Pobres vão tomar universidade</title>
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O escândalo da minissaia de Geisy Arruda é apenas um detalhe de um fenômeno muito maior: a entrada dos mais pobres no ensino superior brasileiro. Em breve --e breve significa mais três ou quatro anos-- as classes C, D e E serão maioria nas universidades.
Uma consultoria especializada em ensino superior (Hoper) informa que, de 2004 até 2008, o número de alunos da classe C cresceu 84%, e da classe D, 52%. Isso significa um batalhão de quase 680 mil pessoas.
São brasileiros com mais expectativas profissionais, já que, ao entrarem na faculdade, imaginam-se com mais chance de um bom emprego. É gente que, em geral, tende a tornar-se mais crítica e ciosa de seus direitos --vejam como Geisy Arruda defendeu seus direitos.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u652993.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (16/11/2009 - 10h40)</description>
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<title>Jornalista Lula seria demitido</title>
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Lula pode ser o presidente mais popular da história do Brasil, com alto prestígio internacional. Pode até eleger uma sisuda burocrata, que nunca teve nenhum voto, para o seu lugar. Mas, como jornalista, seria demitido rapidamente. Isso se seguisse seu manual particular de jornalismo.
Nos últimos tempos, o presidente tem dito coisas como: o papel do jornalista não é fiscalizar, mas sim informar. Chegou a pedir aos repórteres que não &amp;quot;interpretassem&amp;quot; um fato, afirmando que eles deveriam apenas relatá-lo friamente. Cada vez se incomoda mais com os &amp;quot;formadores de opinião&amp;quot;, pessoas que, justamente, têm a missão de analisar.
No mais, Lula diz, até com certa ponta de orgulho, que não lê jornal --assim não se incomoda em afirmar que não gosta de ler livros, que, segundo ele, dão sono.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u646819.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (03/11/2009 - 08h29)</description>
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<title>A classe média do tráfico</title>
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Ex-estudante de engenharia, Jaques Chulam vem de uma família rica de São Paulo. Seu prazer era o surf, mas virou traficante entre Brasil e Estados Unidos. Acabou preso na Europa e, para acertar as contas com sua vida, escreveu um relato sobre como um jovem de classe média entra no tráfico. Antes disso, forjou o próprio sequestro e consumiu crack.
Chegou a plantar maconha numa reserva florestal protegida pelo Exército americanos --trechos estão no &lt;a href=&quot;http://www.catracalivre.com.br&quot;&gt;www.catracalivre.com.br&lt;/a&gt;.
O drama dele teve uma relevância especial. Colhi dados na Fundação Casa (Ex-Febem) mostrando que cresce o número de jovens de famílias ricas presos por tráfico. Entre as várias explicações dadas por Jaques, um aspecto tem a ver com o clima de impunidade no país.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u643231.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (26/10/2009 - 10h10)</description>
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<title>É um bom estímulo ao professor</title>
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A partir de agora, um professor da rede estadual de São Paulo terá condições de, ao final carreira, chegar a um salário superior a R$ 6 mil mensais --isso se aceitar fazer uma série de exames ao longo de sua carreira e não faltar às aulas.
Isso colocaria o professor, segundo os critérios brasileiros, na faixa dos 10% mais ricos. O projeto é limitado (não pode promover todos os professores ao mesmo tempo, por restrição orçamentária) e não resolve a média salarial, ainda baixa, mas sinaliza o valor do mérito e isso é capaz de atrair talentos para a escola pública. Atualmente, o salário de um professor é abaixo do rendimento de um profissional como diploma universitário.
Além dos exames, se valorizam a presença em sala de aula e a baixa rotativa entre as escolas.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u640992.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (21/10/2009 - 08h13)</description>
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<title>A obra marginal de Serra</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u639894.shtml</link>
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O trânsito de São Paulo já é, normalmente, um inferno. Fica pior no final de ano --e, agora, com as &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u639878.shtml&quot;&gt;obras nas pontes&lt;/a&gt; da marginal do Tietê, iniciadas nesta semana, o congestionamento conseguirá ficar ainda mais grave. Nunca uma obra produziu um debate tão intenso sobre o carro na cidade --e será um interessante teste para José Serra.
Não haveria maiores problemas se os incômodos de agora significassem alívio depois de março, quando se inauguram as pistas novas --certamente deve ser coincidência a inauguração ocorrer exatamente no prazo que o governador precisa deixar o cargo para concorrer ao Palácio do Planalto.
O problema é que muitos especialistas alertam que se houver alívio, será por pouco tempo, os congestionamentos logo voltarão. O que significa dinheiro jogado fora --ou seja, R$ 1,3 bilhão. Aliás, já estão falando que as novas pistas custarão R$ 1,7 bilhão. O Ministério Público, assim como vários defensores do meio ambiente, alertam ainda para o risco de mais enchentes.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u639894.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (19/10/2009 - 08h19)</description>
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<title>Bebê vendia cigarro</title>
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Começou nesta semana, em São Paulo, uma exposição mostrando como a publicidade usou bebês, médicos e até a figura do Papai Noel para vender cigarros --as imagem estão no &lt;a href=&quot;http://www.catracalivre.com.br&quot;&gt;www.catracalivre.com.br&lt;/a&gt;.
Usar médico para vender cigarro é, hoje, inacreditável, digno mesmo só de uma exposição. Temos aqui mais um motivo para saudar os chatos.
Muitas das campanhas de saúde --assim como movimentos sociais e ecológicos-- só tiveram força por causa dos chatos, aqueles seres monotemáticos, muitos deles irritantemente obsessivos, que não se incomodam em enfrentar as modas. Apesar de todas as adversidades, desafiam os poderes, enfrentam a opinião pública, mas, no final, com a força dos argumentos, mudam leis e atitudes.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u638422.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (15/10/2009 - 12h52)</description>
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<title>USP revela talentos da escola pública</title>
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A Universidade de São Paulo selecionou estudantes de escolas públicas para passarem um ano em seus laboratórios, todos devidamente acompanhados por pesquisadores. O resultado será visto neste final de mês. É mais uma demonstração do desperdício de talentos
Apesar das desconfianças iniciais no meio acadêmico e até da burocracia da secretaria da educação, os estudantes demonstraram muito interesse e desenvolveram uma série de experiências a serem exibidas, no campus, no final deste mês. Um dos projetos será simplesmente patenteado.
A escola pública é, no geral, ruim. Pior ainda, como todos sabemos, na área de ciências, em que faltam laboratórios e professores. Com isso, perdemos a chance de gerar inovação e riqueza. A USP está ensinando, nesse caso, como se podem nutrir talentos.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u637743.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (14/10/2009 - 08h50)</description>
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<title>Como o Brasil perde inventores</title>
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Romero Rodrigues, 31 anos, economizava R$ 100 por mês para, com três amigos, tocar um projeto de internet. O negócio: ajudar o internauta a comparar preços pela tela do computador. A empresa foi vendida agora por U$ 342 milhões. Essa história de sucesso mostra um desastre nacional --perdemos todos os dias milionários e inventores.
Romero me explicou como, desde menino, se encantava com as descobertas, recebendo apoio da família e da escola. Virou engenheiro da Poli. Conseguiu, assim, transformar seu talento em invenção, que, além de deixá-lo rico, ajudou os consumidores a pagaram menos pelos produtos. Ele é um dos criadores do BuscaPé --a história mais detalhada está no &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/&quot;&gt;www.dimenstein.com.br&lt;/a&gt;.
Essa é a melhor tradução do que perdemos por não termos professores de ciências nas escolas públicas --aliás, o drama, como sabemos, já começa nas aulas de matemática. A riqueza de uma nação reside exatamente no seu ímpeto inovador, em gente que transforma e cria conhecimento.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u633481.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (05/10/2009 - 08h43)</description>
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<title>Torcer para Kfouri estar errado</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u633131.shtml</link>
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O jornalista &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u632502.shtml&quot;&gt;Juca Kfouri&lt;/a&gt; demonstrou, mais uma vez, coragem ao ser crítico com a escolha do Rio como sede das Olimpíadas, remando contra a onda em todo o país. Os fatos estão mais com os céticos (poucos) do que com os eufóricos. Há boas razões, olhando o passado, para temer desvios de recursos e promessas de papel. Faço parte, porém, da turma dos que acham que temos uma grande chance pela frente.
Não é concebível que o Brasil tenha uma cidade como o Rio, nosso cartão de visitas, degradado pela violência, quase uma terra sem lei - com isso, saem perdendo todos os brasileiros. Tenho visto, com cauteloso otimismo, esforços do poder público em colocar ordem na cidade, com projetos interessantes nas regiões mais violentas - o projeto Escola da Amanhã, as intervenções em Cidade de Deus e Dona Marta.
O Rio é beneficiado por uma extraordinária articulação, nunca vista, dos governos federal, estadual e municipal. Os jogos Olímpicos, portanto, são uma chance para que se tente algo como ocorreu em Barcelona, remodelada pela competição, ou Sidney, que recuperou espaços deteriorados.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u633131.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (03/10/2009 - 22h52)</description>
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<title>Lula inventou o Bolsa Família?</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u630099.shtml</link>
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Quem criou o Bolsa Família, maior cabo eleitoral do PT em geral e de Lula em particular?
De olho nas eleições, o PSDB lançou uma cartilha assumindo a paternidade dos programas de transferência de renda --bolsa escola, por exemplo-- que deram origem ao Bolsa Família. Meia verdade. Ou, se preferirem, meia mentira.
Foi, de fato, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso que se ampliaram os programas de renda mínima --uma ideia empunhada solitariamente, por muito tempo, pelo senador Eduardo Suplicy. Naquela época, aliás, o PT chamava bolsa-escola de bolsa-esmola.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u630099.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (28/09/2009 - 08h59)</description>
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<title>Com quem você beberia cerveja?</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u629141.shtml</link>
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Essa questão foi colocada para jovens da elite universitária da cidade de São Paulo (USP, PUC, Unifesp, entre outras). A ideia era, em essência, descobrir quem faz a cabeça daquele pessoal que, mais cedo ou mais tarde, vai comandar o país. Dá para ver a distância com a política no geral e os políticos em particular. Nem Lula consegue se destacar --a íntegra da pesquisa está no &lt;a href=&quot;http://www.catracalivre.com.br&quot;&gt;www.catracalivre.com.br&lt;/a&gt;. Lembre-se que Lula é um dos políticos mais populares da história do Brasil.
A disposição de beber uma cerveja com Lula, Aécio Neves e Gabeira está muito abaixo do que Selton Melo, Wagner Moura, Luciano Huck, Fernanda Lima. O que significa que os políticos não estão conseguindo ter um discurso que provoque empatia com a elite universitária.
Certamente pesa aqui uma visão individualista, que desconsidera a importância da ação coletiva. Mas também pesa os intermináveis escândalos.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u629141.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (25/09/2009 - 11h40)</description>
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<title>Carro faz mal ao coração</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u627391.shtml</link>
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Estudos da Universidade de São Paulo mostram, com precisão, a relação entre a poluição do trânsito e doenças do coração. Acaba de sair mais uma pesquisa, dessa vez na Suécia, indicando, a partir da observação de 24 mil pessoas, que o coração também é afetado pelo barulho das ruas --um estudo similar já tinha sido lançado em Londres.
O Dia Mundial sem Carro, no Brasil, pode parecer um fracasso se levarmos em conta o congestionamento. Mas nem é bem assim. Está crescendo a percepção de que o carro é uma ameaça à saúde pública e à qualidade de vida nas cidades. Pesquisa do Ibope, que acaba de ser lançada, mostra que a maioria dos paulistanos já defende a ampliação do rodízio --aumenta até mesmo o apoio a medidas impopulares como o pedágio urbano.
Falta muito tempo, claro, para que a pressão se converta numa cidade com bom transporte público. Monumentais desperdícios como a ampliação das marginais do Tietê tem amplo apoio da opinião pública, segundo o Ibope, o que revela o vício do carro.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u627391.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (22/09/2009 - 10h00)</description>
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<title>Universitários legalizam maconha</title>
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Uma pesquisa nas principais universidades de São Paulo mostra que, na prática, os estudantes legalizaram a maconha --56% admitiram que fumam ou fumaram maconha. Se essa é a parcela que admitiu, certamente o número é maior.
Especializada em público juvenil, a agência de marketing Namosca realizou levantamento para tentar descobrir o que pensa, sente, deseja o universitário --e aqui estamos falando de USP, PUC, Mackenzie, FGV, Anhembi Morumbi, Unifesp e Ibmec, entre outras.
Uma das possibilidades para a sinceridade da resposta é que o levantamento envolve entrevistadores que são universitários. A íntegra da pesquisa está no &lt;a href=&quot;http://www.dimenstein.com.br&quot;&gt;www.dimenstein.com.br&lt;/a&gt;, que abrange do uso da internet até a moda.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u626864.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (21/09/2009 - 11h04)</description>
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<title>Loteria é pior do que bingo</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u625729.shtml</link>
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Não gosto de jogos de azar. Nunca entrei (e nem pretendo) entrar num bingo por causa do ambiente claustrofóbico. Não me seduzo com o argumento que sua abertura produza empregos pela simples razão de que o dinheiro do jogador mude de lugar. Mas o fato é que, nesse debate, existe uma monumental hipocrisia.
Se é para deixar as loterias funcionando não tem sentido proibir nem bingo nem cassino. Loteria é pior do que bingo: afinal, é um jeito de iludir e tirar dinheiro do pobre promovido pelo próprio governo, não por um empresário que, pelo menos em tese, não tem responsabilidade pública.
Fico muito menos tocado com um empresário tentando ludibriar um apostador (e, agora, prometendo dar parte de seu lucro para projetos sociais) do que com o poder público tirando dinheiro do bolso do pobre --mais do que já com os impostos.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/gilbertodimenstein/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u625729.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (18/09/2009 - 07h56)</description>
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