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<title>Folha Online - Colunas - Valdo Cruz           </title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados.</copyright>
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<webMaster>webmaster@folha.com.br (Webmaster Folha Online)</webMaster>
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<title>Folha Online - Colunas - Valdo Cruz           </title>
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<title>Sobre efeitos eleitorais</title>
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Véspera de eleição costuma ser período de farra no mundo da política. Quase tudo é permitido. Aquilo que era negado por anos, de repente torna-se possível e viável para agradar o eleitorado. É tempo de ataque aos cofres públicos. Mas nem sempre os efeitos de uma eleição devem ser contabilizados apenas na coluna vermelha. Em alguns episódios, premido pela proximidade de uma campanha presidencial, o presidente de turno é levado a avançar em temas que, normalmente, costuma-se caminhar bem devagar.
Foi o caso das metas de corte nas emissões de gases de efeito estufa. O governo não estava disposto a transformar em lei aquilo que havia divulgado como compromisso voluntário --uma redução entre 36,1% e 38,9% das emissões de carbono estimadas para 2020. Na última hora, porém, veio uma ordem do presidente Lula para que as metas fossem incluídas na Política Nacional de Mudanças Climáticas, aprovada recentemente na Comissão de Infraestrutura do Senado. E assim foi feito por conta do &amp;quot;efeito Marina&amp;quot;. Ou seja, se o governo não incluísse os &amp;quot;compromissos voluntários&amp;quot; no plano em tramitação no Senado, a pré-candidata Marina Silva (PV-AC) o faria, capitalizando sozinha os dividendos políticos de tal iniciativa.
A própria definição dos &amp;quot;compromissos voluntários&amp;quot; assumidos pelo governo Lula já havia sido decidida também por conta do &amp;quot;efeito Marina&amp;quot;. Afinal, é preciso tentar tonificar a pré-candidata Dilma Rousseff no próximo ano. Em outras palavras, o componente eleitoral fez o governo ficar um pouco mais verde nessa reta final de mandato. O que é bom para o país.
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<title>Fico!</title>
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Se tivesse que decidir hoje, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, diria que fica até o final do governo. Para tristeza dos petistas e alegria do presidente Lula.
O chefe já disse e repetiu a Meirelles que gostaria de tê-lo na equipe até o último dia de seu mandato. E Meirelles sente que seu futuro político não está assim tão garantido.
Hoje, ele só daria como certa sua saída se tivesse a certeza de algo que é praticamente impossível: ser vice da ministra Dilma Rousseff na campanha presidencial de 2010.
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<title>Quando janeiro chegar</title>
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Enquanto o governador José Serra (PSDB-SP) segue empurrando com a barriga, até quando puder, sua definição sobre seu futuro político em 2010, a cúpula do tucunato começa a se mexer para que tudo seja resolvido em janeiro do próximo ano. A cúpula partidária não deseja passar a imagem de que cedeu ao ultimato do governador Aécio Neves (PSDB-MG), mas também não quer esperar tanto tempo pela decisão de Serra. O paulista prefere aguardar até março.
Reservadamente, Aécio Neves já confidenciou a integrantes da direção tucana que aceita a data. O governador mineiro havia exigido uma definição do partido até dezembro sobre a escolha do candidato do PSDB à Presidência da República. Agora, diz que pode esperar mais um mês. Não faria muita diferença. Além dessa data, porém, ele considera que não dá. Aí, lança sua candidatura ao Senado por Minas.
Óbvio que tudo isso não deve ser comprado pelo valor de face. O governador mineiro avalia que, para ter chances reais de disputar a eleição presidencial, precisaria começar já no início de 2010 uma busca de alianças com partidos hoje na base aliada de Lula e intensificar suas viagens para elevar seu grau de conhecimento junto ao eleitorado. Agora, se Serra vier a desistir, o que nas circunstâncias atuais é pouco provável, o tucano mineiro com certeza iria para o &amp;quot;sacrifício&amp;quot;. Ele tem tempo suficiente para perder uma eleição e se cacifar para a próxima.
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<title>Puro êxtase</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u646395.shtml</link>
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O petismo está em êxtase. Não há, no horizonte, nenhum sinal relevante de dissensões internas quanto ao projeto desenhado pelo presidente Lula para sua sucessão. Talvez não haja nenhum no momento. O partido está fechado em torno da estratégia de eleger Dilma Rousseff a nova ocupante do Palácio do Planalto. E, com isso, manter no poder, por mais quatro, oito anos, todo aparato petista. Alguns petistas pensam no projeto de olho na continuidade de um programa de governo no qual acreditam. Outros, muitos, se apegam ao projeto na busca de manter suas posições no aparato estatal, que ocuparam com muito prazer e não desejam largar tão cedo.
As chances, pela fotografia do momento, não são nada desprezíveis. Os tucanos, apesar de publicamente não concordarem, sabem muito bem que os ventos hoje não são nada favoráveis. Explicam, em parte, a resistência do governador José Serra em se lançar desde já candidato à Presidência da República. Voltemos, porém, aos petistas e seus sonhos. Dentro do partido, todos ressaltam que a economia estará a todo vapor no próximo ano, tonificando, e muito, a candidatura de Dilma Rousseff. Candidatura que, por ter sido lançada muito cedo, tem tido a chance e tempo suficiente para tentar consertar os pontos fracos e frágeis.
O risco, contudo, para o país, pode estar na euforia do momento. Lula deixou de lado, hoje, todo seu conservadorismo, marca do seu primeiro mandato e início do segundo. Agora, a ordem é eleger Dilma Rousseff, o que leva o governo petista a adotar medidas que antes seriam engavetadas. O maior sinal dessa nova linha de conduta está refletida nas contas do governo, que registram a cada mês um resultado pior do que o outro. Nada que possa, por enquanto, comprometer a estabilidade da economia.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u646395.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (01/11/2009 - 21h45)</description>
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<title>Fim do entra e sai?</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u640310.shtml</link>
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O ministro Guido Mantega (Fazenda) decidiu tentar pôr um fim no entra e sai de capital estrangeiro no país. Anunciou que, a partir de agora, a entrada de dinheiro externo no país para investimentos em renda fixa (títulos públicos e privados) e variável (ações na Bolsa de Valores) vai pagar 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Muito provavelmente a medida não irá conter a onda de entrada de recursos externos no país para investimentos. Mas deve reduzir principalmente a volatilidade (o entra e sai) de dinheiro estrangeiro com fins especulativos e, por tabela, gerar uma boa grana para o caixa do Tesouro Nacional.
O segundo efeito vai ser muito comemorado pela equipe do presidente Lula. Em tempos de quedas seguidas na receita de impostos, a injeção de recursos por meio do IOF servirá para tentar dar uma reequilibrada no caixa da União. Segundo cálculos feitos por técnicos de Mantega, a medida poderia ter gerado nada menos do que R$ 7 bilhões do início do ano até 15 de outubro só na aplicação do IOF sobre operações na Bolsa de Valores.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u640310.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (19/10/2009 - 20h42)</description>
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<title>Diário de viagem</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u637382.shtml</link>
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Durante seu giro pelo exterior, com reuniões na ONU (Organização das Nações Unidas) e no G20, o grupo dos países mais desenvolvidos e em desenvolvimento do mundo, um ministro do presidente Lula notou que em todas as conversas havia uma grande curiosidade da parte de outros presidentes sobre como o Brasil enfrentou a crise.
O tema, segundo ele, foi abordado nos contatos com Barack Obama (EUA), Nicolas Sarkozy (França) e José Luis Zapatero (Espanha), entre outros. Em todas as conversas, a fala de Lula poderia ser, de acordo com esse auxiliar, resumida na seguinte frase: sem fatalismos, em defesa do Estado para evitar profecias autorrealizáveis.
Sem abordagens teóricas sobre o papel do Estado na economia, Lula disse a seus colegas que em nenhum momento achou que seria uma &amp;quot;fatalidade&amp;quot; o país passar pela crise e que deveria aguardar as soluções vindas de fora e do mercado. Usou o que tinha a seu alcance para fazer a sua parte. E uma boa parte, disse ele, &amp;quot;depende de nós, de como reagimos&amp;quot;.
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<title>Meras especulações</title>
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A um ano da eleição presidencial, o mundo político vive às voltas com especulações sobre o futuro dos pré-candidatos a presidente da República e suas estratégias para ganhar a campanha de 2010. Como tudo é um puro exercício de futurologia, mas que tem sua serventia nesse momento para embalar sonhos e ocupar espaços, vamos a elas:
1) Lula terá de se licenciar de um a três meses no próximo ano para entrar de cabeça na campanha de sua candidata preferida, a ministra Dilma Rousseff, e fazê-la sua sucessora. Caso contrário, corre risco de perder a eleição para o tucano José Serra --uma versão embalada pelos peemedebistas da ala governista;
2) Ciro Gomes vai viajar país afora como nunca. Sabe que sua viabilidade eleitoral como candidato a presidente depende de estar, por volta de abril do próximo ano, na frente de Dilma nas pesquisas eleitorais. Se estiver, pode atrair partidos como PTB e PDT lá na frente. Não agora, porque eles vão ficar namorando Dilma Rousseff;
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<title>Toffoli e o limite da loucura</title>
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Comentário de um senador da oposição ao final da sabatina do novo ministro do STF, José Antonio Dias Toffoli: &amp;quot;Bem, agora eu vou cumprimentar o Toffoli. Afinal, o cara vai ficar no Supremo os próximos trintas anos e loucura tem limite&amp;quot;. O senador não é daqueles do baixo clero. É um cacique, como se costuma dizer. Mesmo sendo da oposição, votou a favor da indicação do presidente Lula para o Supremo. Sua frase sintetiza bem o sentimento que envolveu a votação do ex-advogado-geral da União para o STF.
Apesar das críticas à falta de doutorado e pós-graduação do indicado de Lula e suas ligações com o PT, governistas e oposicionistas acreditavam na aprovação do nome de Toffoli. Daí que os senadores &amp;quot;com juízo na cabeça&amp;quot;, como disse outro parlamentar, não só votaram em Toffoli como buscaram transmitir sinais de que assim o fizeram durante a votação secreta tanto na Comissão de Constituição e Justiça como no plenário do Senado.
O fato é que, se o clima em torno da indicação de Toffoli foi muito ruim logo depois de ser anunciada, aos poucos o sentimento negativo foi-se diluindo, principalmente pela entrada em cena de algumas personagens do mundo jurídico. O novo ministro do STF teve como cabos eleitorais atuais e ex-membros do Supremo Tribunal Federal, ligados tanto ao PT como aos tucanos e democratas. Pesou, e muito, também as ligações telefônicas de advogados da oposição para senadores hipotecando apoio a Toffoli.
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<title>Dilma: hora de recuperar-se do prejuízo</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u630401.shtml</link>
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Recebido o sinal verde dos médicos, de que &amp;quot;encontra-se livre de qualquer evidência de linfoma, com saúde excelente e podendo retornar a sua rotina normal&amp;quot;, a ministra Dilma Rousseff entra agora na fase que seus amigos chamam de &amp;quot;recuperar-se do prejuízo&amp;quot;. O objetivo é fazer com que ela se estabilize na faixa de 15% a 20% nas pesquisas de intenção de voto nos próximos meses. Mais próxima de 20% do que 15%.
Os últimos meses foram desfavoráveis à pré-candidata petista, escolhida pelo presidente Lula para disputar sua sucessão. O tratamento contra o câncer linfático obrigou-a a reduzir o ritmo de viagens e de trabalho, diminuindo sua exposição pública.
Além disso, essa fase de recolhimento coincidiu com uma onda de notícias negativas, que repercutiram mal junto ao eleitorado --a defesa veemente que ela fez do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), quando o peemedebista enfrentou uma grave crise naquela Casa, e o embate com a ex-secretária da Receita Lina Vieira, quando a oposição buscou colar nela a imagem de mentirosa.
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<title>Leituras sobre Dilma</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u627223.shtml</link>
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Os tucanos gostaram. Os petistas também. Quando se agrada aos dois lados, diria, algo deve ter saído errado. Acho, porém, não ser o caso. Trata-se da leitura que cada lado fez, de acordo com seu gosto, da entrevista que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) concedeu à &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt;. Nela, a pré-candidata petista à sucessão do presidente Lula ataca o Estado mínimo, prega um Estado forte como indutor do crescimento econômico e defende as incursões do chefe sobre o setor privado.
Os petistas gostaram porque ali estava a síntese do seu pensamento partidário, de um governo com forte presença na economia, tentando ditar os rumos do empresariado. Pensamento que não prevaleceu no primeiro mandato de Lula, mas que dominou o segundo, quando Dilma passou a ser a principal auxiliar do governo.
Os tucanos gostaram porque, na entrevista, a ministra revela seu estilo estatizante e &amp;quot;intervencionista&amp;quot; --pecha que ela refuta, mas que o PSDB tentará colar em sua imagem. Um estilo que, em conversas reservadas, tucanos dizem que pode assustar o empresariado e outros grupos de formadores de opinião.
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<title>Dilema tucano</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u624090.shtml</link>
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O ano eleitoral vai se aproximando e, com ele, cresce o dilema tucano sobre o discurso a ser adotado em 2010. Se é verdade que o presidente Lula seguiu na política macroeconômica as bases deixadas pelo tucano Fernando Henrique Cardoso --metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário--, em seu segundo mandato o petista adotou um viés intervencionista, nacionalista e estatizante que não combina muito com o programa do PSDB.
O modelo do pré-sal, com forte presença do Estado na exploração dessa nova riqueza brasileira, foi apenas o último lance de um governo que demonstrou um forte apetite por interferir nos rumos da economia do mundo real. Intervenção que cruzou barreiras e levou o governo a ditar até o rumo de fusões de empresas no país, caso da Oi com Brasil Telecom, ou mesmo pressionar publicamente executivos que não estavam seguindo a linha desejada pelo Palácio do Planalto --Roger Agnelli, da Vale.
Para infelicidade ou não dos tucanos, esse movimento petista no segundo mandato de Lula, que lembra mais o modelo tradicional sempre defendido pelo partido do atual presidente, ocorreu antes, durante e deve se acentuar depois da pior crise financeira internacional desde 1929. Uma crise que elevou ainda mais, mundo afora, o peso do Estado na economia, dificultando a vida daqueles que sempre defenderam menos intervenção estatal.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u624090.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (15/09/2009 - 08h41)</description>
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<title>O pré-sal no lobby</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u617651.shtml</link>
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Concluída a fase de elaboração do marco regulatório do pré-sal, que durou 14 meses, entra agora o período de tramitação da proposta no Congresso. Em outras palavras, começa o jogo do lobby pesado sobre os rumos da exploração de petróleo no país. Não necessariamente um lobby ilegal, mas aquele que não teve acesso aos escaninhos do governo para tentar influenciar no modelo fechado pelo governo Lula, como das empresas do setor. Claro que também veremos, a partir de agora, outros interesses difusos tentando se beneficiar do tema. Aí, sim, um lobby muito, mas muito pesado, que nem deveria assim ser chamado.
As petrolíferas internacionais já estão debruçadas nos quatro projetos de lei divulgados ontem pelo governo. Vão analisar o que desejam mudar nos textos do governo. Se pudessem, virariam os projetos do avesso. Não podem. Terão de aceitar as linhas gerais da proposta e tentar mudar aqui e ali na busca de preservar alguns de seus interesses. Gostariam e muito, por exemplo, de não dar à Petrobras o status de operadora única do pré-sal. Mas essa é uma batalha quase perdida.
O presidente Lula deve contar com o apoio de sua base aliada para aprovar a espinha dorsal do projeto. Entre os governistas, ninguém vai querer tirar o que o Palácio do Planalto entregou à Petrobras, por exemplo. Esse papel deve ser desempenhado pela oposição. Na Câmara, sem chances. No Senado, talvez. Mas o viés nacionalista dos projetos deve agradar inclusive os peemedebistas e outros governistas rebeldes. Esse apoio, contudo, não deve sair de graça. Aí entra um lobby muito perigoso, principalmente na véspera de ano eleitoral. A conferir qual será o preço da fatura.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u617651.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (01/09/2009 - 00h02)</description>
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<title>Debate seco</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u614123.shtml</link>
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O governo Lula prometeu, mas não cumpriu. O projeto de lei sobre a nova Lei do Petróleo será divulgado na próxima segunda-feira sem que empresários, trabalhadores e outros setores da sociedade tenham tido oportunidade de manifestar seus pontos de vistas a respeito do tema. O assunto foi debatido pelo governo, por meio de uma comissão interministerial, durante mais de um ano. Nesse período, empresários e trabalhadores não foram chamados a dar sua opinião, apesar de o presidente Lula ter dito mais de uma vez que seu desejo era que a sociedade brasileira participasse do debate antes de fechar a proposta.
O presidente Lula, com certeza, vai se defender dizendo que o projeto poderá ser discutido dentro do Congresso Nacional, onde terá de ser aprovado para entrar em vigor. Meia verdade. O governo já manifestou sua intenção de enviar os três projetos que vão tratar do tema em regime de urgência constitucional. O que isso significa? Significa que o espaço para debate será o menor possível, já que o projeto tem um prazo de 45 dias para ser analisado e votado em cada Casa --Câmara e Senado. Se não for votado em 45 dias pela Câmara, por exemplo, trava a pauta. O mesmo período tem de ser respeitado no Senado.
Além disso, fazer emendas em projeto com regime de urgência constitucional também não é nada fácil. Para que seja apresentada uma proposta de mudança nos projetos que serão encaminhados ao Congresso, a sugestão precisa contar com o apoio de um quinto dos deputados ou senadores. Em outras palavras, na Câmara são necessárias assinaturas de 101 deputados. Ou de líderes cujas bancadas totalizem pelo menos esse quórum. No Senado, o caminho fica um pouco mais fácil, sendo necessárias 16 assinaturas. Mas dentro do prazo de 45 dias. Caso contrário, como já foi dito acima, a pauta daquela Casa fica travada até que o projeto com urgência constitucional seja votado.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u614123.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (25/08/2009 - 00h03)</description>
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<title>Frustrou</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u611672.shtml</link>
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Lina Maria Vieira reafirmou o encontro com Dilma Rousseff. Deu novos detalhes. Insistiu que a ministra pediu para agilizar as investigações nos negócios da família Sarney. Seu depoimento, contudo, não chegou a ser comemorado pela oposição. Tucanos e democratas esperavam mais. Esperavam que ela revelasse ter sofrido pressão direta da ministra da Casa Civil para engavetar a investigação sobre o filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Não aconteceu.
Após o depoimento da ex-secretária da Receita Federal, tucanos e democratas tinham avaliação muito parecida: Lina Maria Vieira demonstrou muita segurança quando reafirmava a existência do encontro reservado com Dilma no Palácio do Planalto; colou na ministra a imagem de mentirosa; a mesma segurança, contudo, não se repetia quando era indagada se Dilma lhe pressionou e fez algum pedido irregular para beneficiar a família Sarney.
Os senadores da oposição ficaram com a impressão de que ela tinha muito mais a dizer, mas estava intimidada, pressionada por ameaças de que poderia ser alvo de um processo por prevaricação --quando um servidor público toma conhecimento de uma irregularidade e se omite.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u611672.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (18/08/2009 - 21h30)</description>
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<title>Vento contra</title>
<link>http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u608004.shtml</link>
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Até pouco tempo, não mais do que algumas semanas, o presidente Lula não tinha do que se queixar. Só enxergava vento a favor no horizonte. Os ventos, contudo, estão querendo mudar de direção. O tempo pode virar e passar a ventar contra os projetos do presidente. Nada grave, por enquanto. Mas são sinais de que as coisas podem não seguir o plano traçado dentro do gabinete de Lula. Senão, vejamos.
1) Marina, o fato novo - Lula está preocupado com a disposição da senadora petista em analisar o convite do PV para sair candidata a presidente da República. Até o surgimento da articulação, o presidente cuidava de tirar Ciro Gomes (PSB-CE) da disputa e, com isso, transformar a eleição numa campanha praticamente restrita à sua candidata Dilma Rousseff e o governador tucano José Serra. Marina pode estragar toda estratégia presidencial e garantir a realização de um segundo turno.
2) Senado em crise - Algumas pesquisas já estariam registrando queda na popularidade do presidente Lula e nas intenções de voto da petista Dilma Rousseff. A queda estaria relacionada ao apoio que o presidente e sua ministra da Casa Civil vinham fazendo do aliado José Sarney, presidente do Senado. Se futuras pesquisas confirmarem essa queda, Lula terá de tomar o caminho que não desejava: abandonar, discretamente e progressivamente, o aliado peemedebista.
&lt;a href=&quot;http://redir.folha.com.br/redir/online/folha/pensata/valdocruz/rss091/*http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/valdocruz/ult4120u608004.shtml&quot;&gt;Leia mais&lt;/a&gt; (11/08/2009 - 10h54)</description>
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