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<title>Folha Online - Podcasts</title>
<link>http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/</link>
<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
<language>pt-br</language>
<copyright>Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados.</copyright>
<webMaster>webmaster@folha.com.br (Webmaster Folha Online)</webMaster>

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<title>Folha Online - Podcasts</title>
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<description>Primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa</description>
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<item>
<title>20/09/2008 - Conheça o significado da palavra &quot;telefone&quot;; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>20 Sep 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
A palavra telefone é formada de dois elementos gregos: &amp;quot;tele-&amp;quot;, que quer dizer &amp;quot;distância&amp;quot;, e &amp;quot;-fone&amp;quot;, que quer dizer &amp;quot;som&amp;quot;, &amp;quot;som vocal&amp;quot; ou &amp;quot;voz&amp;quot;, portanto dispositivo que transmite som a distância.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
As informações são da consultora de língua portuguesa Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da professora.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/09/19/thais_nicoleti-significado_telefone.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
A invenção do telefone, tal qual o conhecemos, feito realizado pelo escocês Alexander Graham Bell, deu-se em 1876, diz Nicoleti. Assim, o vocábulo &amp;quot;telefone&amp;quot;, que já existia em inglês (&amp;quot;telephone&amp;quot;), passou a designar esse aparelho de comunicação a distância.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Hoje temos o telefone móvel, que, no Brasil, é conhecido como &amp;quot;telefone celular&amp;quot; ou apenas &amp;quot;celular&amp;quot;, explica a colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Em Portugal, é chamado de &apos;telemóvel&apos;, termo que toma o radical &apos;tele-&apos; como redução de &apos;telefone&apos;, não mais como &apos;distância&apos;, que é o seu significado original, e o elemento de composição latino &apos;-móvel&apos;. Esse tipo de formação, em que se juntam elementos de diferentes línguas, chama-se hibridismo&amp;quot;, afirma Nicoleti.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Neste podcast, a professora ainda explica qual é a forma correta: falar no telefone ou ao telefone.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Quer ser avisado dos podcasts de Thaís Nicoleti? Basta utilizar seu canal em &lt;a href=&quot;http://feeds.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti/podcast.xml&quot;&gt;RSS.&lt;/a&gt; Para aprender a mexer no RSS, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u327210.shtml&quot;&gt;clique aqui.&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>11/09/2008 - &quot;Entre eu e você&quot; ou &quot;Entre mim e você&quot;?; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>11 Sep 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
Segundo a norma culta da língua portuguesa, depois das preposições, empregamos as formas tônicas dos pronomes pessoais do caso oblíquo, ou seja, usa-se &amp;quot;mim&amp;quot; no lugar de &amp;quot;eu&amp;quot; e &amp;quot;ti&amp;quot; no lugar de &amp;quot;tu&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
As informações são da consultora de língua portuguesa Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da professora.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/09/10/thais_nicoleti-pronomes_pessoais_caso_obliquo.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
A colunista explica que é por isso que se diz &amp;quot;contra mim&amp;quot; (e não &amp;quot;contra eu&amp;quot;), &amp;quot;sem mim&amp;quot; (e não &amp;quot;sem eu&amp;quot;), &amp;quot;para mim&amp;quot; (e não &amp;quot;para eu&amp;quot;), &amp;quot;de mim&amp;quot; (e não &amp;quot;de eu&amp;quot;), &amp;quot;a mim&amp;quot; (e não &amp;quot;a eu&amp;quot;), &amp;quot;por mim&amp;quot; (e não &amp;quot;por eu&amp;quot;) etc.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Nicoleti diz que a confusão, quando é freqüente, tem uma causa explicável. &amp;quot;Nesse caso, o que leva muita gente a empregar o pronome do caso reto depois da preposição pode ser o fato de que os pronomes tônicos são, quase todos, idênticos aos do caso reto --exceção feita aos da primeira e da segunda pessoa do singular: mim e ti&amp;quot;, analisa.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
De acordo com a professora, com as duas primeiras pessoas, entretanto, a situação é outra. &amp;quot;No caso reto, temos as formas &apos;eu&apos; e &apos;tu&apos; e, no caso oblíquo, as formas tônicas são &apos;mim&apos; e &apos;ti&apos;. Daí serem corretas as construções &apos;entre mim e você&apos;, &apos;entre mim e ti&apos; ou &apos;entre mim e ele&apos;&amp;quot;, comenta.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Portanto não se dizem, respeitando a norma culta, frases como &amp;quot;para mim fazer&amp;quot;, &amp;quot;para mim experimentar&amp;quot; e &amp;quot;para mim viajar&amp;quot;, afirma a consultora.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Havendo o infinitivo, emprega-se o pronome &apos;eu&apos;, do caso reto. Na segunda pessoa, teríamos, &apos;para tu fazeres&apos;, &apos;para tu beberes&apos;, &apos;para tu dispores&apos; etc.&amp;quot;, explica.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
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&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>29/08/2008 - &quot;Aficcionado&quot; ou &quot;aficionado&quot;?; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>29 Aug 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
Algumas palavras freqüentemente são alvo de confusão: aficcionado ou aficionado? Xipófago ou xifópago? O nome da embalagem de inseticidas, desodorantes e tintas, por exemplo, é aerossol, com dois &amp;quot;esses&amp;quot;, não &amp;quot;aerosol&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
As informações são da consultora de língua portuguesa Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da professora.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/08/28/thais_nicoleti-aficcionado_ou_aficionado.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Nicoleti explica que aerossol é o termo com que se designa qualquer suspensão de partículas sólidas ou líquidas num meio gasoso. &amp;quot;A palavra forma-se do elemento &apos;aero-&apos;, de &apos;ar&apos;, &apos;atmosfera&apos;, e de &apos;sol&apos;, no caso, forma abreviada de solução.&amp;quot;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Já em &amp;quot;aficionado&amp;quot;, lembra a colunista, a língua portuguesa segue a mesma grafia usada no espanhol. &amp;quot;Quem é entusiasta de alguma coisa é aficionado por ela, que quer dizer &apos;afeiçoado&apos;. Não tem relação com a idéia de &apos;ficção&apos;, portanto nada justifica a grafia &apos;aficcionado&apos;&amp;quot;, afirma Nicoleti.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Por fim, a colunista conta que os gêmeos que nascem ligados na região do tórax e da cabeça, acima do apêndice xifóide, chamam-se &amp;quot;xifópagos&amp;quot; --e não &amp;quot;xipófagos&amp;quot;--, também conhecidos como gêmeos siameses.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
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&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>14/08/2008 - O emprego correto da construção &quot;previsto para&quot;; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>14 Aug 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
A imprensa nem sempre trabalha com o fato consumado. Muitas vezes, é preciso anunciar aquilo que está para acontecer: um espetáculo que vai estrear, uma obra que deverá ou não terminar dentro do prazo estipulado, um livro que deverá ser lançado em determinada data.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
As informações são da consultora de língua portuguesa Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/08/13/thais_nicoleti-o_emprego_correto_da_construcao_previsto_para.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Nicoleti lembra que nem sempre é possível afiançar que aquilo vá realmente ser realizado na data prometida, o que leva ao uso reiterado de frases em que se emprega a construção &amp;quot;previsto para&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Segundo a colunista, o problema começa quando se escrevem frases como &amp;quot;O espetáculo está previsto para estrear amanhã&amp;quot; ou &amp;quot;A obra está prevista para terminar até setembro&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Não é o espetáculo em si que está previsto, nem ele vai estrear amanhã. É a estréia do espetáculo que está prevista para amanhã. Depois da expressão &apos;previsto para&apos;, deve aparecer uma idéia de tempo --afinal, perguntamos &apos;para quando&apos; algo está previsto, não &apos;para que&apos; está previsto&amp;quot;, explica a colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Nicoleti afirma que a construção &amp;quot;previsto para acontecer&amp;quot;, relativamente comum, também é problemática.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Vemos frases como &apos;A entrega do prêmio está prevista para acontecer amanhã&apos;. Nesse caso, a pessoa usou corretamente o abstrato no sujeito (é a palavra &apos;entrega&apos;), mas entendeu que faltava um verbo depois do &apos;previsto para&apos; e construiu uma frase redundante. Nesse caso, basta suprimir o verbo &apos;acontecer&apos;&amp;quot;, analisa Thaís Nicoleti.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Quer ser avisado dos podcasts de Thaís Nicoleti? Basta utilizar seu canal em &lt;a href=&quot;http://feeds.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti/podcast.xml&quot;&gt;RSS&lt;/a&gt;. Para aprender a mexer no RSS, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u327210.shtml&quot;&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>31/07/2008 - Concordância verbal nem sempre é camisa-de-força; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>31 Jul 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
A concordância verbal pode ser flexível. Em alguns casos, há mais de uma opção de construção e, às vezes, é o bom senso que determina o melhor uso.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
As informações são da consultora de língua portuguesa Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/07/30/noutras_palavras-maioria_escolheu_ou_escolheram_candidatos.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Ela cita como exemplo as frases &amp;quot;A maioria das pessoas escolheu o mesmo candidato&amp;quot; e &amp;quot;A maioria das pessoas escolheram o mesmo candidato&amp;quot;, ambas corretas. Embora o verbo deva, por princípio, concordar com o núcleo do sujeito, há casos em que se verifica outro tipo de concordância.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Ocorre que, nos casos em que o núcleo do sujeito é uma expressão partitiva seguida de um substantivo no plural, pode haver a concordância com o elemento mais próximo do verbo, que, na ordem direta, é o substantivo que está no plural. Isso é o que chamamos concordância atrativa&amp;quot;, explica Nicoleti.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Segundo a consultora, esse tipo de concordância também se dá quando o núcleo do sujeito é um coletivo seguido de um substantivo no plural. Desse modo, exemplifica Nicoleti, as formas &apos;Um bando de pássaros sobrevoava o jardim&apos; e &apos;Um bando de pássaros sobrevoavam o jardim&apos; estão conformes com a norma culta.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Em alguns casos, a opção pelo singular ou pelo plural, pela concordância lógica ou pela atrativa, depende mesmo é do bom senso, que é intuitivo nas pessoas. Veja-se o caso de uma frase como &apos;A maioria dos homens presentes é casada&apos;. Embora esteja gramaticalmente &apos;correta&apos;, essa frase não soa muito bem, como se diz por aí&amp;quot;, afirma a colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
O estranhamento vem do fato de o predicativo do sujeito, &apos;casada&apos;, ser uma palavra feminina e o sujeito ser referente a um elemento masculino. Nicoleti aponta a segunda maneira de construção, &amp;quot;A maioria dos homens presentes são casados&amp;quot;, como mais natural.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Em suma, valem as duas construções, mas cada contexto conduz a uma opção mais adequada&amp;quot;, conclui a consultora.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&lt;a href=&quot;http://publifolha.folha.com.br/catalogo/autores/527/&quot;&gt;Thaís Nicoleti de Camargo&lt;/a&gt; é também autora de &lt;a href=&quot;http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135785/&quot;&gt;&amp;quot;Redação Linha a Linha&amp;quot;&lt;/a&gt;, da &lt;a href=&quot;http://publifolha.folha.com.br/&quot;&gt;Publifolha&lt;/a&gt;, &amp;quot;Uso da Vírgula&amp;quot; (ed. Manole) e &amp;quot;Manual Graciliano Ramos de Uso do Português&amp;quot; (Secom - Alagoas).
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
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&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>25/07/2008 - Advérbio &quot;sequer&quot; é mal utilizado; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>25 Jul 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
A palavra &amp;quot;sequer&amp;quot; nem sempre é bem utilizada. Parece que boa parte das pessoas tem a impressão de que essa palavra tem sentido negativo, o que é um equívoco. &amp;quot;Sequer&amp;quot; é um sinônimo de &amp;quot;ao menos&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
A consultora de língua portuguesa Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;, explica o uso correto da palavra. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/07/24/thais_nicoleti-uso_correto_do_sequer.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Em uma frase como &apos;Tudo teria sido diferente se eles tivessem demonstrado sequer um pouco de compreensão&apos;, não há sentido negativo e o &apos;sequer&apos; está bem empregado&amp;quot;, exemplifica Nicoleti.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
O problema surge, segundo a consultora, em construções como &amp;quot;Ele passou por mim e sequer me cumprimentou&amp;quot;. O sujeito da frase tem a intenção de dizer que alguém não o cumprimentou, mas o que acaba dizendo é que alguém, ao menos, o cumprimentou, ou seja, exatamente o oposto do que pretendia.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Numa frase como essa, o ideal seria a anteposição de uma partícula negativa ao advérbio &apos;sequer&apos;. &apos;Ele passou por mim e nem sequer me cumprimentou&apos;&amp;quot;, afirma a colunista. Ela observa ainda que o uso do &amp;quot;sequer&amp;quot; neste caso poderia ser dispensado, já que apenas enfatiza a idéia negativa.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Dessa forma, de acordo com Nicoleti, a frase ficaria &amp;quot;Ele passou por mim e nem me cumprimentou&amp;quot;. &amp;quot;O que não pode faltar é a negativa&amp;quot;, ela diz.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;É muito simples: basta, mentalmente, substituir o &apos;sequer&apos; por &apos;ao menos&apos; e será fácil perceber a necessidade - ou não - de acrescentar uma partícula negativa à frase&amp;quot;, soluciona Nicoleti.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&lt;a href=&quot;http://publifolha.folha.com.br/catalogo/autores/527/&quot;&gt;Thaís Nicoleti de Camargo&lt;/a&gt; é também autora de &lt;a href=&quot;http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135785/&quot;&gt;&amp;quot;Redação Linha a Linha&amp;quot;&lt;/a&gt;, da &lt;a href=&quot;http://publifolha.folha.com.br/&quot;&gt;Publifolha&lt;/a&gt;, &amp;quot;Uso da Vírgula&amp;quot; (ed. Manole) e &amp;quot;Manual Graciliano Ramos de Uso do Português&amp;quot; (Secom - Alagoas).
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Quer ser avisado dos podcasts de Thaís Nicoleti? Basta utilizar seu canal em &lt;a href=&quot;http://feeds.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti/podcast.xml&quot;&gt;RSS&lt;/a&gt;. Para aprender a mexer no RSS, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u327210.shtml&quot;&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>17/07/2008 - Competência e atribuição; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>17 Jul 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
Desde que a Operação Satiagraha foi deflagrada pela Polícia Federal, o banqueiro Daniel Dantas foi preso e solto mais de uma vez. Em meio a essas circunstâncias, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse, em entrevista à &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt;, que considerava difícil Dantas provar ser inocente.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, descontente com a declaração do ministro, disse que Genro não tinha &amp;quot;competência para decidir inquéritos, muito menos prisão preventiva&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;, diz que a questão possui, além de importância política, interesse do ponto de vista lingüístico. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/07/17/noutras_palavras-significado_das_palavras_competencia_atribuicao.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Ela conta que, após se reunirem com o presidente da República, tanto o presidente do STF como o ministro da Justiça negaram ter havido alguma divergência entre ambos. &amp;quot;Nessa circunstância, Gilmar Mendes declarou que havia dito apenas que Tarso Genro não tinha como &apos;atribuição&apos; decidir inquéritos ou prisão preventiva&amp;quot;, relata Nicoleti.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Afinal, competência e atribuição são sinônimos? Sim e não. Do ponto de vista jurídico, sim. Competência é a &apos;faculdade concedida por lei a um funcionário, juiz ou tribunal para apreciar e julgar certos pleitos ou questões&apos;, ou seja, um sinônimo de &apos;atribuição&apos;&amp;quot;, afirma a colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Nicoleti explica que na linguagem corrente, entretanto, a palavra tem sentido mais amplo e está ligada à capacidade de fazer alguma coisa, à habilidade, à aptidão e até à idoneidade.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Prova disso, lembra a jornalista, é que a palavra &amp;quot;incompetente&amp;quot; é usada como insulto. O fato é que Mendes explicou que usou o termo no sentido jurídico e que apenas pretendeu dizer que não era atribuição legal de Genro decidir inquéritos ou prisão preventiva, diz a colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Então, está explicado. Não houve intenção de ofender e, mesmo que tenha havido em algum momento, o incidente se desfez graças à troca da &apos;competência&apos; pela &apos;atribuição&apos;&amp;quot;, conclui Nicoleti.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Quer ser avisado dos podcasts de Thaís Nicoleti? Basta utilizar seu canal em &lt;a href=&quot;http://feeds.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti/podcast.xml&quot;&gt;RSS&lt;/a&gt;. Para aprender a mexer no RSS, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u327210.shtml&quot;&gt;clique aqui&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>09/07/2008 - Muita atenção ao uso do advérbio &quot;onde&quot;; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>09 Jul 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
A palavra &amp;quot;onde&amp;quot; é um advérbio e sempre está associada a uma expressão de lugar. &amp;quot;Onde você esteve ontem?&amp;quot;, ou seja, &amp;quot;Em que lugar você esteve ontem?&amp;quot;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;, diz que muitas pessoas usam esse advérbio de forma errada, como na seguinte frase: &amp;quot;O consumismo pode se tornar um doença onde a pessoa não consegue conter seus impulsos&amp;quot;. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/07/01/thais_nicoleti-muita_atencao_uso_adverbio_onde.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Observe que a palavra que antecede o &apos;onde&apos; deveria exprimir uma idéia de lugar, mas não é o que se vê. A pessoa diz &apos;a doença onde a pessoa não consegue conter seus impulsos&apos;. &apos;Doença&apos; não é lugar, portanto o &apos;onde&apos; está inadequado nessa frase&amp;quot;, explica Nicoleti.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Segundo ela, nessa sentença caberia a expressão &amp;quot;em que&amp;quot;, de sentido amplo, em vez de &amp;quot;onde&amp;quot;, de sentido específico. &amp;quot;Muita gente pensa que &apos;em que&apos; sempre equivale a &apos;onde&apos;, mas isso não é verdade. &apos;Onde&apos;, sim, sempre pode ser substituído por &apos;em que&apos;, mas a recíproca não é verdadeira&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Além de outros exemplos, Nicoleti explica neste podcast que as formas &amp;quot;onde&amp;quot; e &amp;quot;aonde&amp;quot; são empregadas segundo as regras de regência. &amp;quot;Perguntamos &apos;Aonde você vai?&apos;, porque o verbo &apos;ir&apos; pede complemento de direção iniciado pela preposição &apos;a&apos;. Se, todavia, o verbo da frase exigir complemento iniciado com o &apos;em&apos;, aí sim usamos a forma &apos;onde&apos;&amp;quot;, conclui a colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Quer ser avisado dos podcasts de Thaís Nicoleti? Basta utilizar seu canal em &lt;a href=&quot;http://feeds.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti/podcast.xml&quot;&gt;RSS.&lt;/a&gt; Para aprender a mexer no RSS, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u327210.shtml&quot;&gt;clique aqui.&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>01/07/2008 - &quot;Vamos desaprender regras antigas&quot;; Thaís Nicoleti fala sobre reforma ortográfica</title>
<pubDate>01 Jul 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
O acordo de unificação ortográfica da língua portuguesa nos países integrantes da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) tem como principal argumento, em favor da reforma, a possibilidade de produzir documentos oficiais em uma só versão, que até então eram duplicados em virtude das diferenças ortográficas entre o português do Brasil e o português lusitano.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
A consultora de língua portuguesa Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;, diz que parece desproporcional a energia e dinheiro empregados para esse fim. &amp;quot;Há quem acredite que a reforma favoreceria um maior intercâmbio cultural entre os países de língua portuguesa, o que parece muito duvidoso&amp;quot;, comenta. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; com a participação da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/05/30/noutras_palavras-desaprender_regras_antigas.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
A colunista apresenta como exemplo o caso do escritor português e Nobel de literatura José Saramago, cujas obras são editadas no Brasil respeitando a ortografia portuguesa, conforme exigência do autor. &amp;quot;É certamente o escritor português mais lido no Brasil, e nunca se soube de nenhuma dificuldade de compreender seus livros por esse motivo&amp;quot;, afirma.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
A consultora conta que em Portugal não se pronuncia uma palavra como &amp;quot;assembléia&amp;quot; com o &amp;quot;e&amp;quot; tão aberto como se ouve na pronúncia brasileira. &amp;quot;Pronunciam &apos;facto&apos;, com &apos;c&apos;, quando nós pronunciamos &apos;fato&apos;, sem o c, por exemplo. Já a palavra &apos;aspecto&apos; tem o &apos;c&apos; no Brasil, mas não o tem em Portugal, onde se diz &apos;aspeto&apos;&amp;quot;, explica.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Segundo Nicoleti, com a reforma, no caso do ditongo aberto de &amp;quot;assembléia&amp;quot;, os brasileiros deixam de usar o acento, mas a mesma acentuação irá permanecer nas oxítonas, como &amp;quot;chapéu&amp;quot; ou &amp;quot;herói&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Nos demais casos, António, facto e aspeto coexistirão com Antônio, fato e aspecto. As duas grafias passam a ser oficiais em todo o território da lusofonia, mas, como parece óbvio, cada um vai continuar usando o que sempre usou&amp;quot;, declara.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Thaís Nicoleti diz que a demora para que Portugal assine o protocolo modificativo chegou a ser atribuída a um lobby das editoras portuguesas, que atendem com exclusividade o mercado do livro didático nos países africanos.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Deixando de lado o aspecto (ou aspeto) comercial da questão, nós vamos desaprender as regras antigas e aprender as novas&amp;quot;, conclui a colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&lt;a href=&quot;http://publifolha.folha.com.br/catalogo/autores/527/&quot;&gt;Thaís Nicoleti de Camargo&amp;quot;&lt;/a&gt; é também autora de &lt;a href=&quot;http://publifolha.folha.com.br/catalogo/livros/135785/&quot;&gt;&amp;quot;Redação Linha a Linha&amp;quot;&lt;/a&gt;, da &lt;a href=&quot;http://publifolha.folha.com.br/&quot;&gt;Publifolha&lt;/a&gt;, &amp;quot;Uso da Vírgula&amp;quot; (ed. Manole) e &amp;quot;Manual Graciliano Ramos de Uso do Português&amp;quot; (ed. Secom - Alagoas).
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Quer ser avisado dos podcasts de Thaís Nicoleti? Basta utilizar seu canal em &lt;a href=&quot;http://feeds.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti/podcast.xml&quot;&gt;RSS.&lt;/a&gt; Para aprender a mexer no RSS, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u327210.shtml&quot;&gt;clique aqui.&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>25/06/2008 - Não confunda &quot;bisonho&quot; com &quot;bizarro&quot;; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>25 Jun 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
Compreender o significado das palavras é importante para que deslizes não sejam cometidos na hora de se expressar, nesse momento um erro pequeno pode trazer um grande desconforto.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Este é o tema que será abordado por Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras/&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/06/24/thais_nicoleti-nao_confunda_bizonho_com_bizarro.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Recentemente, um jornalista escreveu que certo deputado foi questionado por responder a ações no STJ (Supremo Tribunal Federal). Uma delas o redator classificou como &amp;quot;bisonha&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Segundo Nicoleti, &amp;quot;bisonho&amp;quot; é o nome dado ao recruta, o soldado inexperiente numa tropa. &amp;quot;O significado do termo abrange ainda a sinonímia de tímido, acanhado, assustadiço ou inseguro.&amp;quot;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
De acordo com a colunista, ao que tudo indica, o jornalista cometeu um equívoco ao escolher esse termo para adjetivar uma ação judicial. &amp;quot;É bem provável que sua intenção fosse dizer que a tal ação é &amp;quot;bizarra&amp;quot;, diz.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Bizarro&amp;quot;, explica Nicoleti, no uso informal, quer dizer &amp;quot;excêntrico&amp;quot;, &amp;quot;estranho&amp;quot;, &amp;quot;esquisito&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Quer ser avisado dos podcasts de Thaís Nicoleti? Basta utilizar seu canal em &lt;a href=&quot;http://feeds.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti/podcast.xml&quot;&gt;RSS.&lt;/a&gt; Para aprender a mexer no RSS, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u327210.shtml&quot;&gt;clique aqui.&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>18/06/2008 - Como concordar o artigo com expressões numéricas; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>18 Jun 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
A concordância com expressões numéricas gera algumas dúvidas. Os artigos que antecedem, por exemplo, as palavras &amp;quot;milhares&amp;quot;, &amp;quot;milhões&amp;quot; e &amp;quot;centenas&amp;quot; não dependem do termo posterior a elas.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Esse é o tema trazido por Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/06/17/thais_nicoleti-concordancia_milhares_milhoes_centenas.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Antes de &apos;milhares&apos;, &apos;milhões&apos; e &apos;centenas&apos;, os artigos são fixos: &apos;os milhares&apos;, &apos;os milhões&apos;, &apos;as centenas&apos;&amp;quot;, explica ela. O motivo da confusão, pelo menos em parte, é o numeral &amp;quot;mil&amp;quot; que, com valor de adjetivo, pode ser antecedido de artigos de ambos os gêneros, dependendo do termo que o seguir.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
De acordo com Nicoleti, &amp;quot;milhares&amp;quot; é um numeral, mas tem valor de substantivo. Seu gênero é sempre o masculino. &amp;quot;Portanto dizemos &apos;os milhares&apos;, independentemente do restante da frase.&amp;quot;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
O mesmo ocorre com &amp;quot;milhões&amp;quot; ou &amp;quot;centenas&amp;quot;. Assim: &amp;quot;os milhões de crianças famintas que existem no mundo&amp;quot; ou &amp;quot;as centenas de casos da doença registrados no último ano&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
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&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>12/06/2008 - Em sua origem, a palavra &quot;formidável&quot; significava &quot;aterrador&quot;; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>12 Jun 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
O tema deste podcast é formidável! Uma piada formidável é uma piada muito engraçada. Um argumento formidável é um argumento excelente. Um espetáculo formidável é grandioso. Uma pessoa formidável é uma pessoa ótima.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
As informações são de Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/06/11/thais_nicoleti-sentido_adjetivo_formidavel.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
De acordo com Nicoleti, o adjetivo &amp;quot;formidável&amp;quot; nos remete àquilo que suscita admiração, àquilo que é extremamente belo ou bom.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
A colunista conta, porém, que esse nem sempre foi o significado dessa palavra. &amp;quot;Na origem, &apos;formidável&apos; queria dizer &apos;terrível&apos;, &apos;aterrador&apos;. Era aquilo que inspirava medo, pavor.&amp;quot;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
É nesse sentido, explica, que o adjetivo é empregado no poema &amp;quot;Versos Íntimos&amp;quot;, de Augusto dos Anjos, tomado como exemplo para ilustrar o assunto.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Quer ser avisado dos podcasts de Thaís Nicoleti? Basta utilizar seu canal em &lt;a href=&quot;http://feeds.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti/podcast.xml&quot;&gt;RSS.&lt;/a&gt; Para aprender a mexer no RSS, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u327210.shtml&quot;&gt;clique aqui.&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>05/06/2008 - Você sabe o que é uma &quot;preterição&quot;?; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>05 Jun 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
A língua portuguesa dispõe de recursos estilísticos para tornar a emissão da mensagem ainda mais expressiva. As figuras de linguagem são usadas freqüentemente pelos falantes, mas nem sempre são percebidas.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;, fala sobre uma delas: a preterição. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/06/03/thais_nicoleti-figura_de_linguagem_pretericao.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Nicoleti lembra que essa figura de linguagem --ou figura da retórica-- tornou-se conhecida por causa da frase &amp;quot;sem querer interromper e já interrompendo&amp;quot;, repetida por um conhecido apresentador de TV.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Ao fazer uma preterição, a pessoa diz que não vai fazer aquilo que já está fazendo. &amp;quot;Sua atitude desmente a sua fala - ou vice-versa.&amp;quot;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
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&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>28/05/2008 - Nem sempre ocorre crase na indicação de horas; ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>28 May 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
A crase é um dos temas gramaticais que mais suscitam dúvidas. Embora o conceito seja bastante simples --o fenômeno ocorre quando há sobreposição de duas vogais semelhantes (hoje só ocorre com dois &amp;quot;as&amp;quot;) --, os casos que envolvem o problema só se resolvem com o conhecimento da regência e do uso dos artigos.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
As informações são de Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;. &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/05/27/thais_nicoleti-crase_em_horarios.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Segundo Nicoleti, aprendemos que existe crase em &amp;quot;a&amp;quot; ou &amp;quot;as&amp;quot; antes do termo &amp;quot;horas&amp;quot;. Por exemplo: &amp;quot;a reunião será realizada às duas horas&amp;quot;, &amp;quot;chegaremos às três horas&amp;quot;,&amp;quot; voltará à uma da tarde&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
É preciso, porém, prestar atenção em frases como &amp;quot;a reunião foi marcada para as duas horas&amp;quot; ou &amp;quot;o filme será exibido após as duas horas&amp;quot;, em que não ocorre crase. &amp;quot;Ao dizer &apos;para as duas horas&apos;, o artigo &apos;as&apos; é antecedido pela preposição &apos;para&apos;, não pela preposição &apos;a&apos;. Na construção &apos;após as duas horas&apos;, é a preposição &apos;após&apos; que antecede o artigo &apos;as&apos;&apos;&apos;, explica a colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Se o termo &amp;quot;horas&amp;quot; estiver acompanhado por numeral que indica apenas a quantidade, não ocorrerá artigo, ensina Nicoleti. Por isso: &amp;quot;Daqui a duas horas, estarei aí&amp;quot;. &amp;quot;Esse &apos;a&apos; é apenas uma preposição. O artigo desaparece nessa situação&amp;quot;.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
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&lt;/p&gt;</description>
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</item>
<item>
<title>21/05/2008 - Agradecer &quot;ao&quot; ou &quot;pelo&quot; convite? ouça Thaís Nicoleti</title>
<pubDate>21 May 2008</pubDate>
<description>&lt;p&gt;
Os verbos transitivos diretos requerem como complementos os pronomes átonos &amp;quot;o&amp;quot;, &amp;quot;a&amp;quot;, &amp;quot;os&amp;quot;, &amp;quot;as&amp;quot;. Por esse motivo, o correto é &amp;quot;ajudou-o&amp;quot;, não &amp;quot;ajudou-lhe&amp;quot; e &amp;quot;beneficiou-o&amp;quot;, não &amp;quot;beneficiou-lhe&amp;quot;, por exemplo.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Thaís Nicoleti, &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/noutraspalavras&quot;&gt;colunista&lt;/a&gt; da &lt;b&gt;Folha&lt;/b&gt; e da &lt;b&gt;Folha Online&lt;/b&gt;, diz que essa confusão na hora de usar os pronomes é bastante comum. Às vezes, é o &amp;quot;lhe&amp;quot; que ocupa o lugar dos pronomes &amp;quot;o&amp;quot; ou &amp;quot;a&amp;quot;. &amp;quot;Você já deve ter ouvido alguém dizer que &apos;fulano agradeceu-o pelo convite&apos;. A verdade é que &amp;quot;agradecemos alguma coisa a alguém&amp;quot;. É, portanto, o pronome &apos;lhe&apos; que substitui o complemento de pessoa: &apos;Agradeço-lhe o convite&apos;.&amp;quot; &lt;a href=&quot;http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/thaisnicoleti&quot;&gt;Ouça outros podcasts&lt;/a&gt; da colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p class=&quot;audioPlayer&quot;&gt;
&lt;a href=&quot;http://media.folha.uol.com.br/educacao/2008/05/20/thais_nicoleti-complementos_pronomes_atonos.mp3&quot;&gt;Thaís Nicoleti&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Nicoleti explica que &amp;quot;agradecer&amp;quot; é um verbo transitivo direto e indireto, daí a construção &amp;quot;agradecer algo a alguém&amp;quot;. Ocorre, entretanto, que não é errado dizer &amp;quot;agradecer a alguém por alguma coisa&amp;quot;. Trata-se de uma construção mais recente na língua.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
&amp;quot;Com o pronome, diremos &apos;agradeço-lhe pelo convite&apos;. Nesse caso, o que muda é apenas a análise do fato lingüístico. A expressão introduzida pela preposição &apos;por&apos; surge da percepção de que se agradece a alguém por algum motivo, por causa de algo. Assim, o verbo passa a ser transitivo indireto com adjunto adverbial de causa&amp;quot;, diz a colunista.
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
Na hora de agradecer, lembra ela, a regra de concordância é muito importante: &amp;quot;Homens ficam gratos, mulheres ficam gratas. Um homem diz obrigado, uma mulher deve dizer obrigada. Um homem fica muito agradecido, uma mulher deve ficar muito agradecida.&amp;quot;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
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