Saltar para o conteúdo principal Saltar para o menu
 
 

Lista de textos do jornal de hoje Navegue por editoria

New York Times

  • Tamanho da Letra  
  • Comunicar Erros  
  • Imprimir  

Lente

Nostalgia que faz bem

Com coisas que vão de um parquinho de diversões antigo até uma corrida de zumbis apocalípticos, adultos acrescentam saudades da infância à diversão do verão.

Pesquisadores dizem que isso é saudável. Constantine Sedikides, professor de psicologia social e de personalidade na Universidade de Southampton, na Inglaterra, falou que pensar nos velhos tempos, nos velhos amigos e nas partidas de basquete da universidade o ajuda a relaxar. "Eu não conseguia deixar de pensar no passado", contou ao "NYT". "A nostalgia me fazia sentir que minha vida tinha raízes e continuidade."

Sedikides disse que as pesquisas constataram que essas recordações são importantes para nós. "A nostalgia nos faz um pouco mais humanos."

Para algumas pessoas "nostalgizar", como diz Sedikides, significa voltar aos lugares onde verões foram desfrutados na infância. Bruce Feiler levou suas filhas num fim de semana para conhecer acampamentos de férias no Maine, e a viagem incluiu um acampamento que ele frequentou quando era menino.

"Assim que pisei sobre as agulhas de pinheiros, caminhei pela margem do lago e vi os jarros de refresco, uma onda de nostalgia tomou conta de mim", escreveu no NYT. "Fui carregado de volta para um tempo de cantorias em volta da fogueira."

Gritos tomaram o lugar de cantorias em Nova Jersey quando Jen Gresh, 41, realizou com amigas uma de suas fantasias de adolescência: combater um apocalipse de zumbis.

Ela e suas amigas do colégio se reencontraram anos depois da época em que faziam festas de pijama e assistiam a filmes de zumbis, nos anos 1980. Agora, tiveram que fugir de atores fortemente maquiados representando zumbis, todos participando de uma corrida de cinco quilômetros.

"Sempre visualizávamos que, no apocalipse dos zumbis, as garotas da classe de 89 ficariam juntas", contou uma das amigas de Jen, Tina Durborow, 42.

De acordo com Sedikides, a experiência de fugir dos zumbis pode acrescentar um toque de nostalgia aos sonhos mortos-vivos das amigas.

"Eu não perco uma oportunidade de construir memórias que um dia serão motivos de nostalgia", falou o professor, que começou a pesquisar a "nostalgia antecipatória". Ele disse que vai buscar e criar momentos dos quais, no futuro, possa se recordar sorrindo. Assim, está preparando sua nostalgia futura.

Existem outras maneiras de curtir um pouco de diversão infantil neste verão (no hemisfério norte). Uma delas é um parquinho de diversões que proporciona aos visitantes um gostinho do século 19.

Régis Masclet levou o Fête Paradiso de Rennes, na França, para Nova York. Há dois brinquedos com barcos balançantes (um para crianças e um para adultos), um carrossel de bicicletas de 1897 e um carrossel de cavalinhos de 1850.

"Prefiro ter os brinquedos ao ar livre e não em um museu. Quero que estejam num lugar onde pessoas de todo tipo possam se reunir e se divertir com eles", disse Masclet ao "NYT", falando de seus cavalinhos de madeira esculpidos manualmente.

Ele passou um fim de semana de verão na ilha Governors, em Nova York, com seus dois filhos e sete outros franceses, preparando brinquedos antigos para serem visitados. Hoje os brinquedos funcionam com eletricidade, mas, no passado, vapor era impelido por mastros ocos para mover muitos dos carrosséis. Mas, desde os cavalos até os dragões, quase todas as partes móveis dos carrosséis são "vintage".

Depois que o parquinho deixar Nova York, em setembro, organizadores esperam levá-lo para outras cidades americanas. Masclet não tem receios quanto ao sucesso de seu parque de diversões "vintage". Quando ele promoveu algo semelhante em Rennes, em 2011, foi um sucesso.

DEBORAH STRANGE

Envie comentários para nytweekly@nytimes.com


Publicidade

Publicidade

Publicidade


Voltar ao topo da página